Preso do 8/1 é levado algemado e escoltado a velório da avó
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Preso do 8/1 é levado algemado e sob escolta a velório da avó

Lucas Brasileiro, preso levado algemado e sob escolta policial a velório da avó

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Por Isac Mascarenhas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a ida de Lucas Brasileiro, preso em 8 de janeiro, ao velório de sua avó. No entanto, a concessão gerou polêmica após a penitenciária se recusar, inicialmente, a realizar o deslocamento sob a alegação de “falta de contingente” e dificuldades logísticas, mesmo diante da decisão judicial.

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O pai de Lucas, o agropecuarista Evandro Brasileiro, gravou um vídeo no velório, segurando a decisão do ministro e lamentando que seu filho não pudesse prestar a última homenagem à avó.

“Estou aqui no velório da minha sogra, avó do Lucas, que não teve mais os dias da vida dela com ele. Nem isso o Estado respeitou. Esse absurdo continua”, afirmou.

O vídeo viralizou rapidamente compartilhado, gerando forte repercussão. A pressão fez com que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) voltasse atrás na sua decisão e, horas depois, Lucas fosse levado para o velório, acompanhado por uma escolta de policiais fortemente armados e algemado.

Um vídeo que circulou nas redes sociais, compartilhado pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), mostrou Lucas com as mãos algemadas e vestido com o uniforme do presidiário, em frente ao caixão da avó, com pelo menos sete policiais fardados e portando fuzis ao seu redor.

 

Lucas Brasileiro foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Lesa Pátria, que investiga a invasão aos prédios dos Três Poderes.

Acusado de vandalismo, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito e dano ao patrimônio público, a defesa de Lucas nega as acusações, argumentando que ele estava no Palácio do Planalto, mas não participou de atos de vandalismo.

A defesa também reitera que o jovem entrou no prédio a convite da própria Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que teria chamado os manifestantes para se abrigarem no local.

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