O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a ida de Lucas Brasileiro, preso em 8 de janeiro, ao velório de sua avó. No entanto, a concessão gerou polêmica após a penitenciária se recusar, inicialmente, a realizar o deslocamento sob a alegação de “falta de contingente” e dificuldades logísticas, mesmo diante da decisão judicial.
O pai de Lucas, o agropecuarista Evandro Brasileiro, gravou um vídeo no velório, segurando a decisão do ministro e lamentando que seu filho não pudesse prestar a última homenagem à avó.
“Estou aqui no velório da minha sogra, avó do Lucas, que não teve mais os dias da vida dela com ele. Nem isso o Estado respeitou. Esse absurdo continua”, afirmou.
O vídeo viralizou rapidamente compartilhado, gerando forte repercussão. A pressão fez com que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) voltasse atrás na sua decisão e, horas depois, Lucas fosse levado para o velório, acompanhado por uma escolta de policiais fortemente armados e algemado.
Um vídeo que circulou nas redes sociais, compartilhado pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), mostrou Lucas com as mãos algemadas e vestido com o uniforme do presidiário, em frente ao caixão da avó, com pelo menos sete policiais fardados e portando fuzis ao seu redor.
Ver essa foto no Instagram
Lucas Brasileiro foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Lesa Pátria, que investiga a invasão aos prédios dos Três Poderes.
Acusado de vandalismo, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito e dano ao patrimônio público, a defesa de Lucas nega as acusações, argumentando que ele estava no Palácio do Planalto, mas não participou de atos de vandalismo.
A defesa também reitera que o jovem entrou no prédio a convite da própria Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que teria chamado os manifestantes para se abrigarem no local.
