Carlos Viana diz que prazo atual é insuficiente diante do avanço das investigações
O presidente da CPI do INSS, Carlos Viana, defendeu hoje (18) a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias. Segundo ele, o prazo atual, que se encerra em março de 2026, é insuficiente para a análise do volume de documentos e a oitiva de depoentes.
A declaração foi dada após a Polícia Federal deflagrar nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.
“Diante da dimensão nacional e da profundidade desse esquema, afirmo que é absolutamente indispensável a prorrogação da CPMI por mais 60 dias. Somente assim será possível aprofundar as apurações, rastrear patrimônio oculto, identificar todos os responsáveis e garantir justiça plena às vítimas”, afirmou o senador, em nota.
Carlos Viana informou que pretende recolher assinaturas a partir de janeiro para formalizar o pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Na operação desta quinta-feira, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha, vice-líder do governo no Senado, e contra Adroaldo Portal, número dois do Ministério da Previdência Social. Portal foi afastado do cargo e alvo de mandado de prisão domiciliar.
A Polícia Federal chegou a solicitar a prisão de Weverton Rocha, apontando-o como “liderança e sustentáculo das atividades empresariais e financeiras” de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado como peça central do esquema.
O pedido de prisão foi negado pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal.
