Presidente da CPMI do INSS pede prorrogação após nova fase da PF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Presidente da CPMI do INSS pede prorrogação após nova fase da PF

Viana critica STF e diz que CPMI do INSS não será calada foto: Senado Federal
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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Carlos Viana diz que prazo atual é insuficiente diante do avanço das investigações

O presidente da CPI do INSS, Carlos Viana, defendeu hoje (18) a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias. Segundo ele, o prazo atual, que se encerra em março de 2026, é insuficiente para a análise do volume de documentos e a oitiva de depoentes.

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A declaração foi dada após a Polícia Federal deflagrar nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DA NOTA

“Diante da dimensão nacional e da profundidade desse esquema, afirmo que é absolutamente indispensável a prorrogação da CPMI por mais 60 dias. Somente assim será possível aprofundar as apurações, rastrear patrimônio oculto, identificar todos os responsáveis e garantir justiça plena às vítimas”, afirmou o senador, em nota.

Carlos Viana informou que pretende recolher assinaturas a partir de janeiro para formalizar o pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Na operação desta quinta-feira, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha, vice-líder do governo no Senado, e contra Adroaldo Portal, número dois do Ministério da Previdência Social. Portal foi afastado do cargo e alvo de mandado de prisão domiciliar.

A Polícia Federal chegou a solicitar a prisão de Weverton Rocha, apontando-o como “liderança e sustentáculo das atividades empresariais e financeiras” de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado como peça central do esquema.

O pedido de prisão foi negado pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal.

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