Possível ida de 'Bessias' ao STF esquenta disputa pela AGU; confira os cotados - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Possível ida de ‘Bessias’ ao STF esquenta disputa pela AGU; confira os cotados

A oposição no Senado admite que não terá força para barrar a indicação de Jorge Messias ao STF, tornando sua aprovação praticamente certa.
Jorge Messias. Foto: Reprodução

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Por Redação

A possível indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) abriu a disputa pelo comando da Advocacia-Geral da União (AGU). A aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, anunciada na quinta-feira passada (09), abriu a vaga que o atual AGU pode ocupar na Corte.

De acordo com o Valor Econômico, quatro nomes despontam como favoritos para a vaga de “Bessias”: Anelize Almeida, procuradora-geral da Fazenda Nacional; Edilene Lobo, ministra do TSE; Flávio Roman, advogado-geral da União substituto; e Vinícius Marques de Carvalho, ministro da CGU.

Almeida lidera a lista por sua experiência em causas fiscais e tributárias, de acordo com o jornal. Já Lobo é apoiada por ministros do STF. Roman é visto como candidato da continuidade, por ser próximo de Messias. E Carvalho mantém relação direta com Lula.

Há tradição de a AGU ser comandada por advogados de carreira, o que favorece Almeida e Roman.

Se Messias for confirmado, ele se juntará a ex-advogados-gerais que chegaram ao Supremo, como Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça.

No entanto, nos bastidores, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também é cotado como alternativa para a vaga de Barroso. Em agosto deste ano, Gilmar disse que o congressista “é o nosso candidato”, ao se referir aos ministros do Supremo que o apoiam para a Corte.

Barroso deixou o STF 8 anos antes da idade prevista, aos 67 anos. Ele foi nomeado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff e poderia permanecer na Corte até os 75 anos, mas optou por antecipar a aposentadoria.

A saída do magistrado ocorre meses após ter seu visto americano cancelado e seu colega de Corte, Alexandre de Moraes, e a esposa serem sancionados pela Lei Magnitsky pelos EUA por censura contra conservadores e perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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