Polícia mira rede de apostas ligada ao PCC no Rio
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Polícia mira rede de apostas ligada ao PCC no Rio

Polícia Civil do Rio investiga esquema de apostas e lavagem de dinheiro ligado ao PCC e à máfia do cigarro
Polícia Civil do Rio investiga esquema de apostas e lavagem de dinheiro ligado ao PCC e à máfia do cigarro

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Por Redação

Operação apreende R$ 65 milhões e investiga elo entre contraventores e máfia do cigarro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta nesta manhã (16), a Operação Palpite Ilegal, contra uma rede de apostas on-line, lavagem de dinheiro e contrabando de cigarros com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Segundo a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), o grupo movimentou cerca de R$ 130 milhões em três anos, utilizando empresas de fachada e transferências fracionadas para ocultar recursos ilícitos. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Duque de Caxias, Belford Roxo e na capital fluminense.

As investigações apontam que o grupo usava a empresa One Publicidade e Marketing Digital Ltda, conhecida como Palpite na Rede, para promover cassinos on-line sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. O inquérito também identificou fraudes contra apostadores e dissimulação de valores provenientes de jogos de azar.

Entre os investigados estão Carolina Helena Miranda Moreira e Raphael Silva de Almeida, apontados como responsáveis pela movimentação financeira da empresa. Raphael é o contador de outras companhias investigadas por ligação com Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, suspeito de chefiar a máfia dos cigarros.

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, suspeito de chefiar a máfia dos cigarros
Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, suspeito de chefiar a máfia dos cigarros

A Polícia Civil tenta confirmar se Adilsinho, já investigado por contravenção e exploração ilegal de cigarros, tem envolvimento direto no esquema de apostas.

O inquérito revelou transações entre a AGR Distribuidora de Bebidas, controlada por Marcos Vinícius Miranda Moreira, irmão de Carolina, e a Bettr Filters Filtros para Cigarro Ltda, ligada à empresa Burj Administração de Imóveis, administrada por Willian Barile Agati, conhecido como “Concierge do Crime Organizado”.

Agati é investigado por ligação direta com o PCC, o que, segundo a polícia, confirma o alcance nacional do esquema.

Foram bloqueados R$ 65 milhões em contas bancárias, além de R$ 2,2 milhões em veículos e outros bens apreendidos. A Justiça autorizou ainda quebras de sigilo financeiro e telemático para aprofundar as investigações sobre a estrutura criminosa.

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