Operação apreende R$ 65 milhões e investiga elo entre contraventores e máfia do cigarro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta nesta manhã (16), a Operação Palpite Ilegal, contra uma rede de apostas on-line, lavagem de dinheiro e contrabando de cigarros com ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), o grupo movimentou cerca de R$ 130 milhões em três anos, utilizando empresas de fachada e transferências fracionadas para ocultar recursos ilícitos. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Duque de Caxias, Belford Roxo e na capital fluminense.
As investigações apontam que o grupo usava a empresa One Publicidade e Marketing Digital Ltda, conhecida como Palpite na Rede, para promover cassinos on-line sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. O inquérito também identificou fraudes contra apostadores e dissimulação de valores provenientes de jogos de azar.
Entre os investigados estão Carolina Helena Miranda Moreira e Raphael Silva de Almeida, apontados como responsáveis pela movimentação financeira da empresa. Raphael é o contador de outras companhias investigadas por ligação com Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, suspeito de chefiar a máfia dos cigarros.

A Polícia Civil tenta confirmar se Adilsinho, já investigado por contravenção e exploração ilegal de cigarros, tem envolvimento direto no esquema de apostas.
O inquérito revelou transações entre a AGR Distribuidora de Bebidas, controlada por Marcos Vinícius Miranda Moreira, irmão de Carolina, e a Bettr Filters Filtros para Cigarro Ltda, ligada à empresa Burj Administração de Imóveis, administrada por Willian Barile Agati, conhecido como “Concierge do Crime Organizado”.
Agati é investigado por ligação direta com o PCC, o que, segundo a polícia, confirma o alcance nacional do esquema.
Foram bloqueados R$ 65 milhões em contas bancárias, além de R$ 2,2 milhões em veículos e outros bens apreendidos. A Justiça autorizou ainda quebras de sigilo financeiro e telemático para aprofundar as investigações sobre a estrutura criminosa.
