PL protocola PEC da Anistia após Moraes barrar Lei da Dosimetria
Brasília, Sexta, 26 de junho de 2026
Política

PL protocola PEC da Anistia após Moraes barrar Lei da Dosimetria

Sóstenes Cavalcante diz que Congresso não pode assistir “passivamente” às decisões do STF

Sóstenes é alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Galho Fraco
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), protocolou nesta segunda-feira (11) uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

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A iniciativa foi apresentada após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a aplicação da chamada Lei da Dosimetria.

O texto propõe anistia para investigados e condenados por crimes como associação criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito. A medida pode beneficiar inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em nota oficial, Sóstenes afirmou que a decisão de Moraes demonstrou que “parte do sistema não aceita qualquer medida que represente justiça, equilíbrio e proporcionalidade para os condenados do 8 de janeiro”.

“A resposta a esse novo abuso será dada dentro da Constituição e através do Parlamento”, declarou o deputado.

O parlamentar também afirmou que a nova PEC nasce com o objetivo de “restaurar direitos, corrigir injustiças e devolver segurança jurídica a milhares de brasileiros que vêm sendo alvo de penas desproporcionais”.

Segundo Sóstenes, a suspensão da Lei da Dosimetria mostrou que “não basta apenas corrigir excessos pontuais” e que seria necessário “enfrentar o problema na raiz”.

Na nota, o líder do PL criticou diretamente as decisões individuais do STF e afirmou que o Congresso Nacional “não pode continuar assistindo passivamente à escalada de decisões monocráticas que ignoram a vontade popular, desrespeitam o Poder Legislativo e tentam impedir qualquer avanço em direção à pacificação nacional”.

O deputado ainda declarou que “não existe democracia sólida quando cidadãos recebem penas incompatíveis com os fatos praticados” e afirmou que o Parlamento precisa reagir ao que chamou de “abusos, excessos e perseguições políticas”.

A articulação entra agora na fase de coleta de assinaturas. Para começar a tramitar na Câmara, a PEC precisa do apoio mínimo de 171 deputados federais. A oposição quer acelerar a mobilização para tentar levar o texto rapidamente ao plenário.

No sábado (9), Moraes suspendeu os efeitos da Lei da Dosimetria até que o plenário do STF julgue ações protocoladas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação Psol-Rede, que contestam a constitucionalidade da norma.

A legislação havia sido promulgada um dia antes pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a derrubada de veto do presidente Lula (PT).

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