A Polícia Federal ouve nesta terça-feira (1), às 14h, os depoimentos de Fábio Wajngarten, ex-assessor da Presidência, e de Paulo Cunha Bueno, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eles são investigados por possível tentativa de obstrução na ação penal que apura uma suposta tentativa de golpe.
Também prestarão depoimento o coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, e seu advogado, Eduardo Kuntz. Este último entregou à PF áudios de conversas com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
Wajngarten, Bueno e Kuntz serão ouvidos em São Paulo. Câmara, que está preso, será ouvido em Brasília.
Em depoimento recente, Mauro Cid afirmou que os advogados Paulo Bueno e Eduardo Kuntz tentaram convencer sua família a adotar uma defesa alinhada à de Bolsonaro. Disse também que não compreendia a insistência de Kuntz em contatar seus familiares, já que o conhecia apenas de forma pontual.
Cid entregou à PF um documento assinado por sua mãe relatando a abordagem feita por Kuntz e Bueno. Também afirmou que os advogados procuraram sua filha para obter informações sobre os termos de sua delação.
Segundo Cid, Wajngarten teria procurado sua esposa e filha, por WhatsApp e telefone, entre agosto e setembro de 2023. Em uma dessas ocasiões, teria sugerido a troca da equipe de defesa. A esposa de Cid forneceu declaração escrita relatando o episódio.
Procurado, o ex-secretário desmentiu as alegações e disse que “a criminalização da advocacia é a cortina de fumaça para tentar ocultar a expressa falta de voluntariedade do réu delator Mauro Cid e a consequente nulidade da colaboração”.
