Neste domingo (29), o ex-presidente Jair Bolsonaro participou de ato em São Paulo e usou o slogan do ex-presidente dos EUA, Donald Trump: “Make Brasil Great Again”. Durante o discurso, afirmou também: “I don’t speak English”.
A declaração ocorreu após o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) citar frase dita por Bolsonaro em abril, durante ato em Brasília: “Popcorn and ice cream sellers sentenced for coup d’État in Brazil”, em referência a dois vendedores condenados após os atos de 8 de janeiro.
O evento contou com a presença dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Jorginho Mello (PL-SC) e Cláudio Castro (PL-RJ). Os discursos abordaram temas como voto impresso, eleições de 2026, críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro acusou a esquerda de responsabilidade pelos atos de 8 de janeiro e criticou o posicionamento de Lula no conflito entre Irã e Israel: “Ele ficou do lado do Irã, país que quer a bomba atômica para varrer Israel do mapa”.
O ex-presidente pediu que sua base conquiste maioria no Congresso em 2026: “Se me derem 50% da Câmara e 50% do Senado, eu mudo o destino do Brasil. Não interessa onde esteja, quem assumir a liderança vai mandar mais que o presidente”.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, caso seu pai não dispute a eleição de 2026, a escolha de um novo nome será feita sem vaidade. Bolsonaro reforçou: “Nem preciso ser presidente. Valdemar me mantendo presidente de honra do PL, nós faremos isso por vocês”.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) pediu aplausos para Carla Zambelli, com prisão decretada pelo STF, Daniel Silveira e o general Braga Netto. “Em homenagem aos perseguidos pela Justiça”, afirmou.
O deputado Gayer exibiu áudios de ministros do STF. O senador Magno Malta (PL-ES) chamou a ministra Cármen Lúcia de “tirana”, criticando sua fala sobre “213 milhões de pequenos tiranos”.
O pastor Silas Malafaia, organizador do ato, atacou a decisão do STF sobre remoção de conteúdos nas redes: “O STF acaba de terceirizar a censura”. Também criticou setores da direita: “Grande parte é um bando de vagabundo vendilhão”.
A deputada Bia Kicis (PL-DF) reafirmou a defesa do voto impresso: “Vamos continuar lutando por essa pauta”. Tarcísio de Freitas criticou o governo federal: “O Brasil não aguenta mais o gasto desenfreado, a corrupção, o juro alto e o aumento de imposto”.
O senador Marcos Rogério (PL-RO) disse que o inquérito do STF sobre tentativa de golpe para punir um “presidente inocente”. Malafaia classificou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid como “fajuta”.
Durante o ato, Bolsonaro encerrou com um apelo: “Queremos um Congresso altivo, um STF respeitado, Executivo trabalhando para o bem-estar do povo”.
