Moraes manda PF ouvir Wajngarten e Cunha Bueno por contatos com Cid - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes manda PF ouvir Wajngarten e Cunha Bueno por contatos com Cid

Alexandre-Moraes-Vaza Toga
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Por Redação

Advogados de Bolsonaro devem explicar supostos contatos com Cid e familiares

O ministro Alexandre de Moraes determinou à Polícia Federal que ouça, no prazo de cinco dias, os advogados Fábio Wajngarten e Paulo Cunha Bueno, no âmbito do inquérito que investiga suspeitas de tentativa de obstrução de justiça.

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A decisão se baseia em documentos entregues pela defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Segundo Moraes, os materiais apresentados levantam indícios de possível violação ao artigo 2º da Lei das Organizações Criminosas. O ministro classificou os depoimentos dos advogados como “pertinentes, adequados e necessários” para o avanço da apuração.

Há poucos dias, o ministro determinou a prisão de Marcelo Câmara, ex-assessor presidencial, e abertura de inquérito contra seu advogado, Eduardo Kuntz, após o mesmo peticionar no STF exigindo a anulação da delação de Cid e expondo mensagens trocadas com o militar por meio das redes sociais.

Convocado a dar explicações, a defesa de Cid apresentou declarações de seus familiares, como a esposa Gabriela Cid, a mãe Agnes Barbosa Cid e até da filha de 14 anos. Também entregaram o celular da adolescente.

Segundo Moraes, além de Kuntz, os advogados de Bolsonaro também teriam buscado contato com Cid. As mensagens atribuídas aos advogados sugerem que eles teriam orientado a filha do militar a apagar conteúdos do celular, com frases como “toda segunda faz uma limpeza em seu celular”.

Familiares relataram ainda abordagens presenciais feitas em ambientes sociais, como na Hípica de São Paulo. Nessas ocasiões, os advogados teriam sugerido interferência na linha de defesa já homologada por Cid junto ao STF, numa tentativa de reverter a colaboração.

Moraes ordenou que o laudo técnico do celular da adolescente, que está sendo periciado pela PF, seja anexado ao inquérito no prazo de dez dias. A investigação segue em sigilo.

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