Ações em SP, SC e MG coletam amostras para análise e checam rastreabilidade de lotes
A Polícia Federal e o Ministério da Agricultura e Pecuária realizaram nesta sexta (3) nova etapa de fiscalizações em indústrias de bebidas no interior de São Paulo (região de Campinas), em Chapecó e Joinville (SC) e em Poços de Caldas (sul de MG). As equipes coletaram amostras de produtos para exames laboratoriais e checaram insumos, presença de substâncias proibidas e a conformidade com limites legais. Também foram avaliadas a rastreabilidade dos lotes e a responsabilização pela fabricação e manipulação.
Segundo a PF, as diligências incluíram coleta “representativa” de amostras produzidas e armazenadas nas unidades vistoriadas, que seguirão para análise químico sanitária. O objetivo é verificar legalidade e qualidade dos insumos, além de auditar a rastreabilidade.
A ação conjunta busca proteger o consumidor, prevenir riscos à saúde e assegurar que a produção de bebidas siga as normas legais e sanitárias vigentes. A PF afirmou, em nota, “que a iniciativa reforça o compromisso de fiscalização integrada com o MAPA”.
Surto de metanol e bebidas adulteradas
O reforço das fiscalizações ocorre após um surto de intoxicações por metanol ligado a bebidas destiladas falsificadas, com apreensões e interdições de bares e adegas em São Paulo e notificações também em Pernambuco. O Ministério da Saúde instalou sala de situação e determinou a notificação imediata dos casos. Até o momento, foram ao menos 59 suspeitas registradas nem todo o país (1 no DF, 5 em PE e 53 em SP). 11 já foram confirmadas com exames laboratoriais.
Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde emitiu alerta e publicou nota técnica com orientações clínicas. O governo estadual distribuiu antídoto, o etanol farmacêutico, à rede de saúde, enquanto ações municipais e estaduais interditaram estabelecimentos suspeitos de vender bebidas adulteradas.
Uma morte foi confirmada em São Paulo, e outras sete estão em investigação: duas em Pernambuco, nos municípios de João Alfredo e Lajedo; três na capital paulista; e duas em São Bernardo do Campo.
As amostras seguirão para laboratórios credenciados. As irregularidades encontradas podem resultar em medidas administrativas e criminais.
