A Polícia Federal (PF) realizou nesta manhã (08) busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para verificar a existência de armas, munições, acessórios e documentos de registro. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A informação sobre a operação foi divulgada nas redes sociais pela defesa de Jair após o cumprimento do mandado. De acordo com um dos advogados do ex-presidente, nenhum item foi encontrado ou apreendido pelos agentes durante a diligência.
A decisão de Moraes ocorreu após Bolsonaro entregar as oito armas registradas em seu nome. Uma delas havia sido apreendida em junho, durante uma blitz no DF, envolvendo um militar que atua na segurança do ex-presidente. Após o episódio, o Exército encaminhou o arsenal de Bolsonaro à PF.
A busca teve como objetivo verificar se havia outros armamentos na residência além dos já informados às autoridades. O advogado João Henrique Freitas afirmou no X que a defesa havia comunicado previamente a localização das armas.
“É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, afirmou o advogado de Jair.
Na segunda (06), o Exército informou que entregou à PF seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Em ofício assinado pelo comandante do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, tenente-coronel Caio de Vargas Lisboa, a corporação informou que duas armas não estavam sob sua custódia: uma pistola Glock calibre nove milímetros e uma espingarda calibre 12 da fabricante Maestro Arms Company.
Após o comunicado do Exército, a defesa de Bolsonaro informou o paradeiro dos dois equipamentos. Segundo os advogados, a pistola é a mesma apreendida durante uma blitz no DF e está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
A espingarda, de acordo com a defesa, foi recebida como presente pelo ex-presidente, mas nunca foi retirada e permanece sob guarda de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS).
Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão no caso da suposta “trama golpista”. O ex-presidente cumpre atualmente regime domiciliar temporário, concedido por Moraes após internação médica.

