PF diz que envio de investigação do Master ao STF não prejudica apurações
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PF diz que envio de investigação do Master ao STF não prejudica apurações

De acordo com o diretor-geral, a PF adota protocolos rígidos para evitar questionamentos futuros sobre a validade do processo.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Andrei Rodrigues afirma que envio do inquérito ao STF ocorreu após indício de autoridade com foro privilegiado

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (15) que a transferência da investigação envolvendo o Banco Master para o Supremo Tribunal Federal (STF) não causou prejuízo às apurações.

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O caso passou da Justiça Federal para o STF e ficou sob a relatoria do ministro Dias Toffoli depois que a PF encontrou, durante buscas e apreensões, referência a um deputado federal em documentos analisados.

Diante do achado, a corporação interrompeu temporariamente os atos investigativos e encaminhou o inquérito ao Supremo.

“Não houve nenhum prejuízo na investigação, porque foi um lapso temporal curtíssimo e agora já devidamente autorizado pelo foro competente”, disse Rodrigues em conversa com jornalistas.

“As investigações prosseguem, com a análise do material apreendido e todas as diligências necessárias”, completou.

De acordo com o diretor-geral, a PF adota protocolos rígidos para evitar questionamentos futuros sobre a validade do processo.

“A qualquer indício de investigado com prerrogativa de foro, suspendemos as investigações e enviamos ao foro competente. Neste caso, houve um achado que pode indicar essa prerrogativa”, explicou.

Rodrigues destacou que, a partir da definição da competência do STF, todas as medidas relacionadas ao caso precisam de autorização da Corte.

No início do mês, o ministro do STF Dias Toffoli reconheceu a competência da Corte para conduzir a investigação e determinou sigilo absoluto sobre os autos.

A decisão atendeu a um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master, que argumentou que um contrato imobiliário apreendido pela PF mencionava o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA), parlamentar com foro especial.

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