Diretor de inteligência da PF falta à 1ª oitiva da CPI do Crime Organizado
A CPI do Crime Organizado realiza agora a 1ª oitiva com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, que também prestaria depoimento, não compareceu.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsAppAo justificar a convocação de Rodrigues e Almada, o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que o enfrentamento ao crime organizado “não é tarefa de um único órgão”, mas exige atuação “coordenada, sinérgica e robusta” de diferentes frentes do Executivo — da inteligência à repressão qualificada.
Segundo ele, a participação dos diretores da PF é “imprescindível” para que a CPI produza um diagnóstico “fidedigno” sobre a ameaça representada por facções e milícias e sua atuação no tráfico, na lavagem de dinheiro, em crimes cibernéticos, no contrabando e na infiltração em setores econômicos e do próprio Estado.
Na quarta (19), a comissão ouvirá o diretor de Inteligência Penal da Senappen, Antônio Glautter de Azevedo Morais, além do promotor Lincoln Gakiya, investigador do PCC desde o início dos anos 2000 e jurado de morte pelo grupo narcoterrorista.
A CPI do Crime Organizado foi instalada em 4 de novembro após etapa da Operação Escudo, no Rio de Janeiro, que deixou mais de 100 narcoterroristas do Comando Vermelho (CV) mortos.
Para Vieira, o objetivo da comissão, presidida pelo petista por Fabiano Contarato (ES), é construir um diagnóstico completo da atuação de facções e milícias no Brasil e orientar políticas de segurança mais eficazes.
