Ministro cita assassinato de Charlie Kirk em Utah para rebater ideia de que perdão político garante pacificação
O ministro Flávio Dino usou a sessão desta quinta-feira (11) no Supremo Tribunal Federal (STF) para comentar a morte do ativista americano Charlie Kirk, assassinado na quarta-feira (10) durante uma palestra em Utah.
Dino lembrou que os Estados Unidos concederam perdão presidencial aos envolvidos na invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, e afirmou que a medida não resultou em pacificação.
“Ontem, infelizmente, houve um grave crime político. Um jovem que é de uma posição política aparentemente ao lado do atual presidente dos Estados Unidos, mas pouco importa, levou um tiro. É curioso notar porque há uma ideia segundo a qual a anistia, o perdão, é igual a paz. E foi feito o perdão nos Estados Unidos e não há paz”, disse.
Para o ministro, a paz não depende do esquecimento, mas do funcionamento das instituições. “O que define a paz, que nós sempre devemos buscar, não é a existência do esquecimento. Às vezes a paz se obtém pelo funcionamento adequado das instâncias do Estado”, completou.
Morte de Charlie Kirk
Charlie Kirk, 31 anos, foi baleado enquanto respondia a perguntas sobre violência armada na Universidade do Vale de Utah, em Orem. O disparo partiu de um prédio a cerca de 200 metros do auditório.
O cofundador da organização conservadora Turning Point USA (TPUSA) deixou esposa e dois filhos. Ele mantinha proximidade com Donald Trump e com o vice-presidente JD Vance, que prestou homenagem ao amigo nas redes sociais.
Cristão, Kirk costumava citar fé e família em seus discursos. Além da militância política, apresentava um talk show diário transmitido por rádio e podcast. Entre 2018 e 2024, publicou quatro livros, incluindo The MAGA Doctrine, que se tornou best-seller do New York Times.
O FBI informou que o autor dos disparos foi detido, mas não divulgou sua identidade.
