PEC de Rogério Marinho sobre liberdade de imprensa passa na CCJ
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PEC de Rogério Marinho sobre liberdade de imprensa passa na CCJ

Proposta reage a decisão do STF e busca proteger veículos por entrevistas

Rogério Marinho emplaca PEC da liberdade de imprensa
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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Por Redação

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou ontem (08) a PEC da “liberdade de imprensa”, que impede a responsabilização de veículos jornalísticos por declarações feitas por entrevistados.

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A PEC é reação a uma tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em março de 2025, a Corte definiu que empresas jornalísticas podem ser responsabilizadas civilmente ao divulgar entrevistas com acusações falsas quando houver “indícios concretos da falsidade da imputação”.

Críticos da definição afirmam que o critério da Corte abre margem para interpretações subjetivas e amplia a insegurança jurídica para veículos e jornalistas.

Na prática, a PEC aprovada ontem busca impedir punições a veículos por falas exclusivas de entrevistados. O receio, segundo parlamentares, é que o entendimento atual do Supremo leve à redução de entrevistas com personagens controversos por medo de sanções judiciais.

Apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL) e relatada por Oriovisto Guimarães (PSDB), a proposta inclui na Constituição proteção para casos em que o veículo apenas divulga a entrevista, sem emitir opinião, mesmo quando há imputação de ato ilícito.

O texto aprovado prevê: “Veículo de comunicação não responde civilmente quando, sem emitir opinião, veicular entrevista na qual seja atribuído, pelo entrevistado, ato ilícito a determinada pessoa”.

Após passar pela CCJ, a proposta segue para votação no plenário do Senado e, depois, será analisada pela Câmara dos Deputados.

Na justificativa, Marinho criticou o entendimento do STF contra a liberdade de imprensa. “A responsabilização de um veículo de comunicação simplesmente porque um indivíduo expressou suas opiniões à imprensa é uma medida que, a nosso ver, restringe de maneira muito clara a liberdade de imprensa. Essa liberdade é um pilar fundamental da nossa democracia e deve ser preservada a todo custo”, escreveu na proposta.

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