Nota destaca que “Arquivos do 8 de Janeiro” revelam atuação coordenada para perseguir opositores
A oposição divulgou nesta segunda-feira (5) nota oficial em reação às reportagens conhecidas como “Arquivos do 8 de Janeiro”. Segundo o documento, as informações reveladas pelos jornalistas David Ágape, Eli Vieira e Michael Shellenberger expõem uma operação política conduzida de forma paralela dentro do STF e do TSE, sob coordenação do ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com a nota, a operação utilizou estruturas técnicas e administrativas das Cortes para promover perseguições políticas. “É estarrecedor constatar que, em pleno Estado Democrático de Direito, cidadãos foram mantidos presos com base em certidões informais, emitidas a partir de varreduras em redes sociais, opiniões pessoais e preferências ideológicas — sem qualquer prova individualizada, sem contraditório e sem respeito às normas legais mais elementares”, afirma o texto.
A liderança da oposição também denuncia a atuação conjunta de tribunais, agências de checagem e ativistas políticos, sem supervisão judicial formal. O uso de bancos de dados biométricos como o GestBio, sem autorização judicial, é citado como grave violação à privacidade dos brasileiros.
A nota aponta ainda que membros do Judiciário teriam orientado decisões fora dos autos, ignorando manifestações do Ministério Público e usando audiências de custódia apenas para legitimar prisões previamente definidas.
“Não se pode combater supostos ataques à democracia por meio de métodos típicos de regimes de exceção”, afirma a oposição, que defende uma investigação independente e urgente sobre os fatos revelados.
“A perseguição política não pode se institucionalizar por meio do Judiciário. Nenhuma autoridade está acima da Constituição. O Brasil precisa restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e a confiança na Justiça.”
