Lula recebeu 16 visitantes estrangeiros na prisão
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Justiça

Lula recebeu 16 visitantes estrangeiros na prisão

Petista recebeu líderes internacionais durante período na carceragem; presidente argentino foi impedido de visitar Bolsonaro

Lula
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Por Redação

O Lula recebeu ao menos 16 visitantes estrangeiros durante os 580 dias em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, entre 2018 e 2019. O levantamento é do portal Poder360 e inclui ex-chefes de Estado, intelectuais e ativistas que estiveram com o petista no período.

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Em contraste, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou no último sábado (18) o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

A visita estava prevista para ocorrer em 25 de julho, durante a passagem de Milei pelo Brasil. Moraes considerou o pedido “prejudicado” com base na decisão que proíbe visitas de caráter político-eleitoral ao ex-presidente até o encerramento das eleições deste ano.

A restrição foi ampliada após a divulgação, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta manuscrita de Jair Bolsonaro em apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República. Para Moraes, a publicação representou descumprimento das restrições impostas na prisão domiciliar.

Durante o período em que esteve preso, Lula manteve intensa atuação política. Além de escrever cartas, concedeu 22 entrevistas a veículos nacionais e internacionais e recebeu mais de 500 visitas. Também confirmou sua candidatura à Presidência até ser impedido pela Justiça Eleitoral, quando indicou Fernando Haddad (PT) para substituí-lo na disputa.

Ainda em 2018, o Supremo autorizou entrevistas de Lula dentro da carceragem da Polícia Federal. A decisão passou por diferentes entendimentos entre os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux e Dias Toffoli, até a liberação definitiva das conversas com jornalistas.

Nos bastidores do STF, ministros ouvidos pela revista Oeste classificaram a decisão de Moraes de impedir a visita de Milei como “exagerada” e “precipitada”. Segundo a publicação, um dos magistrados avaliou que a medida pode servir como “munição para a oposição” durante o período eleitoral.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou sobre as restrições impostas a Jair Bolsonaro. A entidade pediu que Moraes assegure o direito de Flávio Bolsonaro visitar o pai na condição de advogado constituído no processo, diferenciando essa prerrogativa da visita de caráter pessoal.

No mesmo sentido, o Movimento Advogados de Direita Brasil protocolou representação contra Moraes na OAB. O grupo argumentou que o Estatuto da Advocacia garante ao advogado o direito de comunicação com seu cliente e afirmou que “Advogado constituído não é mero visitante”.

Segundo a defesa de Jair Bolsonaro, o ex-presidente não solicitou que a carta entregue ao filho fosse divulgada nas redes sociais. Os advogados sustentam que outras correspondências já haviam sido tornadas públicas anteriormente sem questionamentos judiciais.

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