No STF, Fux fala sobre encontros com Bolsonaro sobre voto impresso - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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No STF, Fux fala sobre encontros com Bolsonaro sobre voto impresso

Fux no STF: Bolsonaro e aliados conversaram sobre voto impresso em 2018

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Por Henrique Soldani

Durante sessão que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado, o ministro Luiz Fux, que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre fevereiro de 2018 e agosto de 2018, revelou detalhes sobre reuniões pela adoção do voto impresso, demanda recorrente de Jair Bolsonaro.

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Fux afirmou que recebeu diversas figuras, incluindo o falecido Gustavo Bebianno e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) para defender a implementação do voto impresso. Bebianno, segundo o ministro, levou Bolsonaro ao seu gabinete para discutir o assunto. “Eu lhe disse na época que seria impossível naquele momento conseguir que a máquina conseguisse expedir o voto impresso. Fizemos o esforço, abrimos a licitação, mas o STF declarou inconstitucional”, declarou Fux.

Ele destacou ainda que vários acadêmicos também o abordaram com a mesma demanda.

Relembre:

Em 2018, o STF suspendeu, por 8 votos a 2, a implementação do voto impresso para as eleições daquele ano, prevista na minirreforma eleitoral de 2015 (Lei 13.165/2015), aprovada pelo Congresso Nacional. A norma, proposta pelo então deputado Jair Bolsonaro, determinava que as urnas eletrônicas imprimissem um registro de cada voto, depositado automaticamente em local lacrado, para auditoria.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), liderada por Raquel Dodge, moveu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI).

A suspensão resultou de uma decisão judicial, com votos de ministros como Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Cármen Lúcia, que apontaram preocupações com o sigilo e o alto custo de implementação, estimado em R$ 2 bilhões pelo TSE. Fux, então presidente do TSE, declarou-se impedido de votar e, após a decisão, cancelou a licitação para instalar impressoras em 30 mil urnas (5% do total).

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