MP e Receita miram postos ligados ao PCC em nova operação
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

MP e Receita miram postos ligados ao PCC em nova operação

MPSP faz operação com 25 mandados contra rede de postos ligada ao PCC; caso é desdobramento da Carbono Oculto e mira uso de fintech.
MPSP faz operação com 25 mandados contra rede de postos ligada ao PCC; caso é desdobramento da Carbono Oculto e mira uso de fintech. Foto: Receita Federal/Divulgação

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Por Marília Rodrigues

Desdobramento da Carbono Oculto cumpre 25 mandados em SP e cidades vizinhas

O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram nesta manhã a Operação Spare contra esquema que usava postos de combustíveis e casas de jogos para lavar dinheiro para o PCC. Ao menos 25 mandados de busca e apreensão são cumpridos na capital e em Santo André, Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco, com apoio Secretaria da Fazenda, PGE-SP e Polícia Militar.

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Segundo a investigação, a apuração começou após a apreensão de maquininhas em bingos clandestinos de Santos, conectados a postos. As movimentações eram escoadas por uma fintech para ocultar a origem dos recursos e o destino final.

O caso é desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto, que mapeou fraude na cadeia de combustíveis — da importação ao varejo — e apontou o uso sistemático de fintechs como “banco paralelo” para o crime organizado. Levantamento oficial indica cerca de 1.000 postos associados ao grupo, com R$ 52 bilhões movimentados entre 2020 e 2024.

A fintech agora sob escrutínio seria a mesma já identificada pela força-tarefa da Carbono Oculto, o que reforça o elo entre os núcleos de combustíveis adulterados e jogos de azar. O governo paulista informa que a ação desta quinta é integrada e dá sequência às frentes abertas em agosto.

RF relata adulteração e mais de 200 postos envolvidos

Entre os achados técnicos anteriores, a Receita Federal detalhou adulteração com metanol, rede de empresas de fachada e uso de SCPs e fundos para blindagem patrimonial — mecanismos que a apuração de hoje busca rastrear em novos alvos.

Segundo as investigações, o chefe do esquema de venda de combustíveis adulterados é o empresário Flávio Silvério Siqueira, conhecido como Flavinho. A Receita diz que identificou ao menos 267 postos ainda ativos que movimentaram mais de R$ 4,5 bilhões entre 2020 e 2024, mas recolheram apenas R$ 4,5 milhões em tributos federais, 0,1% do total.

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