Firma alvo da Carbono Oculto se reuniu com Galípolo e ministro do Lula
Brasília, Sexta, 03 de julho de 2026
Política

Firma alvo da Carbono Oculto se reuniu com Galípolo e ministro do Lula

Gestora investigada por lavagem de dinheiro em esquema ligado ao PCC esteve com Galípolo dias antes da operação
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

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Por Redação

Presidente do BC recebeu recebeu chefe da REAG Investimentos ainda em agosto desse ano

Alvo da operação Carbono Oculto, a gestora REAG Investimentos em 11 de agosto, representada pelo João Carlos Falpo Mansur, presidente do Conselho de Administração da empresa, esteve em reunião com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

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O encontro, registrado na agenda oficial, contou também com a participação do chefe de gabinete de Galípolo, Julio Cesar Costa Pinto, segundo informações do jornalista Andre Shalders.

De acordo com os investigadores, Mansur estruturou fundos de investimento usados por Mohamad Hussein Mourad, dono da refinaria Copape, para lavar dinheiro. Mourad é apontado como um dos principais alvos da operação.

A REAG afirma gerir R$ 299 bilhões em ativos e se apresenta como a maior gestora independente do país. Fundada em 2012, a empresa é listada na B3.

Registros da plataforma Agenda Transparente mostram encontros frequentes da REAG com representantes do governo desde 2024. Há registros de reuniões nos ministérios dos Transportes, do Desenvolvimento Agrário, além da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. Em novembro de 2024, a empresa esteve em reunião conduzida pelo então ministro Alexandre Padilha, hoje titular da Saúde, com representantes da Associação de Mineração da China.

Veja o o documento obtido pela imprensa:

Gestora investigada por lavagem de dinheiro em esquema ligado ao PCC esteve com presidente do BC dias antes da operação
Gestora investigada por lavagem de dinheiro em esquema ligado ao PCC esteve com presidente do BC dias antes da operação

 

Além de integrantes do Executivo, a REAG aparece em agendas de órgãos reguladores como CVM, ANTT e Susep.

Segundo o Gaeco do Ministério Público de São Paulo, Mansur teria montado fundos usados na lavagem de dinheiro, como o Hans 95, o Anna e o Mabruk II. Documentos da investigação indicam que o Hans 95, administrado por Mansur, controlava os demais fundos em cadeia, movimentando recursos de origem ilícita com auxílio da fintech BK Bank, também alvo da operação.

Após a deflagração, a REAG divulgou nota ao mercado informando que cumpre mandados de busca e apreensão e que “está colaborando integralmente com as autoridades competentes”.

Deflagrada pela Polícia Federal em oito estados, a operação Carbono Oculto cumpriu 350 mandados de busca e apreensão contra empresários ligados ao PCC. Os principais alvos são Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”.

Segundo os investigadores, o grupo comandava um esquema bilionário no setor de combustíveis, que envolvia importação irregular, adulteração e comercialização de derivados. As empresas financeiras entravam na fase final, auxiliando na lavagem de dinheiro.

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