A crítica acontece dias depois de Motta ter elogiado o pacote como uma “vitória do bom-senso”
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou nesta quarta-feira as alternativas proposta por Fernando Haddad para compensar o aumento do IOF. O pacote é resultado de uma acordo firmado entre o ministro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre e… Motta.
No domingo (8), eles negociaram formas de evitar a elevação da taxa do IOF, decretada anteriormente pelo presidente Lula. Entre as opções acordadas, estão a cobrança de 5% sobre LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letra de Crédito Imobiliário), a taxação de fintechs e o aumento da tributação sobre as bets.
Porém, nesta manhã, Motta mudou de opinião e atacou o governo, afirmando que nenhuma ação de corte de gastos foi apresentada. “Não estou à frente da presidência da Câmara para servir a projeto eleitoral de ninguém”, declarou, acrescentando que o aumento de impostos não será bem recebido pelo setor produtivo e pelo Congresso.
O Ministério da Fazenda pretende deixar medidas de cortes de gastos para o Senado e Câmara. A ideia é evitar novos desgastes para Haddad, caso as medidas não sejam aprovadas.
