Moraes toma decisão sobre entrevistas de Bolsonaro na prisão
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Moraes toma decisão sobre entrevistas de Bolsonaro na prisão

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ex-presidente segue recusando pedidos da imprensa na prisão da PF em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes decidiu mudar o procedimento para pedidos de entrevistas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

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Moraes determinou,  ontem (09), que todos os pedidos de entrevistas feitos por veículos de comunicação passem, obrigatoriamente, pela defesa do ex-presidente antes de serem anexados aos autos.

“Em virtude das diversas negativas do custodiado Jair Messias Bolsonaro em conceder entrevistas, todos os novos pedidos deverão ser realizados com a concordância prévia da própria defesa”, escreveu Moraes em decisão tornada pública hoje (10).

Pedidos se acumulam na execução penal

A Execução Penal nº 169, que trata da custódia de Bolsonaro, passou a receber, além de pedidos de visita, diversas solicitações de entrevistas por parte da imprensa.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses. No Congresso, tramita o projeto que trata da dosimetria das penas, que pode reduzir a condenação para dois anos e quatro meses.

O acompanhamento médico na prisão

A defesa solicitou autorização para visitas regulares de um cardiologista e de um fisioterapeuta. O pedido cita problemas cardiovasculares que, sem acompanhamento, podem levar a infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Segundo os advogados, a fisioterapia deve ocorrer semanalmente.

Pedido de cirurgia e prisão domiciliar ainda será analisado

Moraes ainda deve analisar o pedido de transferência de Bolsonaro para o hospital DF Star, para realização de cirurgia, além da solicitação de prisão domiciliar humanitária.

A defesa sustenta que exames apontaram a existência de uma hérnia inguinal. A internação solicitada teria duração máxima de uma semana.

Defesa explica episódio da tornozeleira

O pedido também aborda o episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica. Segundo a defesa,
“não houve tentativa de rompimento ou retirada da tornozeleira, mas sim um ato isolado decorrente de quadro
de confusão mental provocado pela interação indevida de medicações prescritas, o que levou o peticionante a acreditar, alucinadamente, que havia ‘escutas’ no dispositivo”.

A defesa acrescenta ainda que “o próprio peticionante foi quem, de maneira espontânea e colaborativa, comunicou imediatamente a necessidade de substituição do equipamento”.

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