'Um passo histórico', diz Alcolumbre sobre autorização do Ibama para exploração na Foz do Amazonas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

‘Um passo histórico’, diz Alcolumbre sobre autorização do Ibama para exploração na Foz do Amazonas

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Licença autoriza pesquisa na Margem Equatorial

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), celebrou nesta segunda-feira (20) a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que a Petrobras realize perfuração exploratória na Margem Equatorial, faixa marítima entre o Amapá e o Rio Grande do Norte.

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A autorização, divulgada mais cedo, permite que a estatal avance com a sondagem no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas. Trata-se de uma etapa inicial, voltada exclusivamente à pesquisa, sem previsão de produção comercial no momento.

Alcolumbre classificou a medida como um marco histórico, sobretudo para o desenvolvimento do Norte do país.

Em nota, o senador destacou que a decisão representa “uma conquista baseada em boa técnica, diálogo e responsabilidade”, defendendo que é possível compatibilizar crescimento econômico com preservação ambiental.

Ele agradeceu ao presidente Lula, ao Ibama, à Petrobras e a líderes do Amapá, como o governador Clécio Luís.

“O Brasil tem condições de explorar suas riquezas naturais de forma responsável, com segurança e transparência. A autorização do Ibama reafirma que é possível conciliar crescimento econômico e preservação ambiental, garantindo que os benefícios dessa atividade cheguem às populações locais e fortaleçam a soberania energética nacional”, disse o presidente da Casa Alta.

A região abriga recifes de corais e está próxima de terras indígenas. O Ibama afirma que o licenciamento seguiu critérios técnicos e que medidas extras de contenção foram exigidas, como novos centros de reabilitação de fauna e reforço na estrutura de resposta a vazamentos.

A Petrobras prevê investir mais de US$ 3 bilhões na região até 2028, com 16 poços previstos.

Ambientalistas, por sua vez, criticam a liberação, que ocorre às vésperas da COP30, marcada para novembro em Belém.

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