Parlamentar relata que Motta ignorou pedidos de votação nominal
O deputado federal Maurício Marcon (Pode-RS) criticou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Relublicanos-PB), durante entrevista ao programa ALive nesta quarta-feira (20). Para ele, Motta conduziu de forma irregular a votação de urgência do chamado “PL da censura 2.0”, que cria uma autoridade no Executivo para intervir em redes sociais.
Marcon disse que, ao contrário do que prometeu no início do mandato, Motta não tem cumprido a palavra sobre horários e condução das sessões. O deputado disse que o presidente chegou discretamente ao plenário e iniciou a votação já com uma pauta polêmica, sem passar por matérias de consenso. Ao discursar contra a proposta, Marcon contou que pediu votação nominal, mas foi ignorado.
“Eu gritei ‘nominal’. E ele finge que não ouviu. Tem um vídeo que vocês podem ver o Ricardo Salles correndo ao microfone para também pedir votação nominal”, afirmou.
Para o deputado, a manobra de Motta teve como objetivo blindar a base governista de cobranças públicas sobre o PL. Isso demonstra que o presidente da Casa não tem pulso firme e não cumpre o que foi acordado entre os parlamentares, diz Marcon.
“O Motta é um presidente extremamente fraco, é um presidente que não tem condições de ser presidente da Casa, ele não tem apoio dos parlamentares, ele não cumpre palavra, ele tem muito rabo preso”, afirmou.
Marcon ainda lembrou acusações contra Motta envolvendo “rachadinha” em seu gabinete, a contratação de uma funcionária fantasma e o envio de emendas do orçamento secreto para beneficiar seu pai.
O parlamentar disse não se recordar de outro presidente da Câmara dos Deputados que tivesse sido derrotado ao indicar um nome para a CPMI.
“Ele é muito fraco, um presidente que não cumpre o que promete, acaba sucumbindo. E essa atitude dele ontem foi, sim, para talvez não aparecer um outro escândalo, ou sabe-se lá porquê”, concluiu.
Assista ao programa na íntegra:
