O roubo de aposentadorias e pensões, deve obrigar o INSS a devolver R$ 6 bilhões a seus beneficiários. Mas não é só ressarcimento dos aposentados que preocupa as contas do orgão. O envelhecimento da população brasileira e a baixa natalidade podem quadruplicar as dívidas do instituto, impossibilitando o atendimento aos cidadãos.
Em um estudo do governo feito para a Lei de Diretrizes Orcaçamentárias (LDO) de 2026, mostram que o déficit pode atingir R$ 328 milhões no fim deste ano. Numa projeção para 2100, o rombo pode chegar a R$ 30,88 trilhões.
De acordo com o documento, no futuro, o Brasil terá mais idosos que pessoas ativas trabalhando. No atual sistema usado pelo INSS, o dinheiro do contribuinte é usado para pagar os benefícios de quem está aposentado hoje — não uma “poupança” para cada trabalhador. Por isso o cenário piora. Com o passar dos anos, haverá menos contribuintes para pagar aposentadorias de mais idosos.
As expectativas mostram que:
- o percentual de população idosa em 2060 será 32%; hoje é 13,8%
- o percentual de população ativa (que pode trabalhar) em 2026 será 52%; hoje é 63%
A reforma da previdência feita em 2019 já previa este cenário, mas não será suficiente para evitar um rombo no INSS.