Ministro deve explicar asilo à ex-primeira-dama do Peru e operação policial no Rio
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, deve comparecer nesta terça-feira (4) à Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. A audiência atende a um pedido de convocação, que torna obrigatória a presença do ministro.
Lewandowski foi chamado a prestar esclarecimentos sobre o asilo diplomático concedido à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, esposa do ex-presidente Ollanta Humala. O casal foi condenado a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro relacionada à empreiteira Odebrecht, acusada de financiar campanhas eleitorais com recursos ilícitos.

Em abril, Nadine chegou a Brasília em avião da Força Aérea Brasileira, após o governo conceder o asilo. Ela também solicitou refúgio político ao Brasil.
A pauta da audiência inclui ainda “outros temas atuais e de relevância para a soberania, defesa e segurança nacionais”, entre eles a operação policial no Rio de Janeiro, realizada na semana passada.
A Comissão de Segurança Pública deve votar, também nesta terça, um novo pedido de convocação do ministro para explicar a megaoperação no estado, proposta pelo líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS).
A ação mirou a facção Comando Vermelho e foi a mais letal já registrada no país, com 121 mortos. Segundo o ministro, o governo federal não foi comunicado previamente sobre a operação.
Após o episódio, Lewandowski e o governador Cláudio Castro (PL) anunciaram a criação de um Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro.
O Ministério da Justiça também enviou ao Congresso o “PL Antifacção”, que propõe mudanças nas normas penais para o enfrentamento ao crime organizado.
Desde que assumiu o cargo, em fevereiro de 2024, Lewandowski tem comparecido com frequência ao Congresso, principalmente para tratar da PEC da Segurança, proposta do governo para ampliar a atuação federal no combate ao crime.
