Advogados pediram novo júri, mas tribunal optou por redimensionar as penas
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reduziu as penas dos quatro condenados pelo incêndio da boate Kiss, em Santa Maria. A decisão foi tomada nesta terça-feira (26) pela 1ª Câmara Criminal Especial, que acatou parcialmente os pedidos das defesas.
Os sócios da casa noturna, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, tiveram as condenações revistas para 12 anos de prisão em regime fechado. Já o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o ajudante Luciano Bonilha Leão tiveram as penas reduzidas para 11 anos.
As sentenças anteriores variavam entre 18 e 22 anos de reclusão. Elissandro havia sido condenado a 22 anos e 6 meses, Mauro a 19 anos e 6 meses, enquanto Marcelo e Luciano receberam 18 anos cada.
O julgamento desta terça-feira contou com votos unânimes dos desembargadores. A relatora, Rosane Wanner da Silva Bordasch, defendeu a redução parcial, acompanhada pelos colegas Luiz Antônio Alves Capra e Viviane de Faria Miranda.
As defesas pediram a realização de um novo júri, alegando que a decisão dos jurados foi contrária às provas do processo. Como alternativa, pleitearam a revisão das penas, o que acabou sendo acolhido pela corte. Ainda cabe recurso.
Incêndio na boate Kiss
A tragédia na boate Kiss ocorreu na madrugada de 27 de janeiro de 2013 e deixou 242 mortos e 636 feridos. O fogo começou após o uso de um artefato pirotécnico durante o show da banda Gurizada Fandangueira, que atingiu uma espuma no teto do palco. A maior parte das vítimas morreu por asfixia, sem conseguir escapar, já que o local não tinha saída de emergência.
