O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (20) se acolhe a denúncia contra o chamado “núcleo de ações táticas”, acusado de conspirar para impedir a posse do presidente Lula. O julgamento pode aumentar de 12 para 23 o número de militares réus, incluindo o policial federal Wladimir Matos Soares e 11 militares da ativa e da reserva do Exército, entre eles os “kids pretos”, que teriam planejado sequestrar autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes.
O núcleo integra uma estrutura maior, com os grupos “crucial” (Bolsonaro e Walter Braga Netto), “gerenciamento” (ex-diretores da PRF) e “desinformação” (auditorias eleitorais).
Investigações revelaram mensagens em que Soares lamentou a falta de “jogadores certos” para Bolsonaro e insultou o ex-vice Hamilton Mourão e o general Valério Stumpf Trindade, contrários à trama. “Filhos da puta“, disse.
Em novembro de 2022, coronéis como Bernardo Romão Corrêa Netto articularam reuniões para influenciar superiores, propondo mobilizar Forças Especiais. O general Nilton Diniz Rodrigues, então assistente do comandante do Exército, foi citado como apoio logístico. A defesa de Nilton confia na absolvição, alegando obediência hierárquica, enquanto Soares não se pronunciou.
O grupo elaborou uma “Carta ao Comandante do Exército” para pressionar por ações, segundo Gonet.
