A defesa do tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado, afirmou ao Poder360 que as acusações são “narrativas fantasiosas”. Segundo seu advogado, Felipe Pinheiro, o militar não fez parte de “nenhum grupo com esse objetivo” e as provas apresentadas seriam apenas “fragmentos recortados” para sustentar essa versão.
A denúncia inclui Oliveira entre os chamados “kids pretos”, militares das Forças Especiais acusados de monitorar o ministro do STF Alexandre de Moraes. A defesa nega qualquer envolvimento do tenente-coronel nessa ação e sustenta que a condução do caso fere princípios legais.
Os advogados solicitaram que Moraes se declare impedido de julgar o processo, já que é apontado como vítima na acusação.
“Se ele acredita que foi alvo de uma tentativa de homicídio ou sequestro, como poderá julgar com imparcialidade?”, questionou Pinheiro.
Oliveira está preso preventivamente desde novembro de 2024, após a deflagração da operação Contragolpe pela Polícia Federal. A defesa argumenta que a prisão não tem “justificativa legal” e que o militar não poderia interferir nas investigações, pois elas já foram concluídas.
