Dantas acusa veículos tradicionais de apoiarem excessos judiciais e recuarem apenas quando atingidos
Durante o programa Alive, o apresentador Claudio Dantas criticou nesta sexta-feira (28) um movimento que está acontecendo na imprensa brasileira. Segundo ele, veículos tradicionais que teriam apoiado ações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra lideranças da direita agora passaram a defender limites a Corte após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No programa, Dantas mencionou que, logo após a confirmação da condenação de Bolsonaro, jornais como O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo e colunistas associados publicaram textos pedindo que o STF recuasse em determinados procedimentos.
Ele classificou o movimento como “cinismo” e “hipocrisia”, afirmando que a imprensa teria tolerado supostos abusos do Judiciário enquanto estes atingiam Bolsonaro e seus aliados.
“Vocês sabiam que era um movimento de exceção, era inconstitucional, e estavam tolerando isso para tirar o Bolsonaro. Agora tá tudo bem? Vocês são escória. Cúmplices dessa ditadura que estamos vivendo”, declarou.
O apresentador citou nominalmente a colunista Malu Gaspar e o pesquisador Pablo Ortellado, afirmando que ambos saberiam “muito bem” o contexto de suas análises.
“Imagina que uma colunista como a Malu Gaspar, que tem 30 anos de jornalismo, não sabe o que está escrevendo. Ela sabe. Imagina que Pablo Ortellado não sabe o que está escrevendo. Ele sabe. (…) O nome disso é cinismo.”
“Um pouquinho”
Além disso, citou uma fala da ministra Cármen Lúcia como exemplo de um raciocínio que considera perigoso.
“Ou você tem Constituição em vigor, ou não tem. Não dá pra suspender a lei ‘só um pouquinho’ para perseguir inimigos e depois voltar ao normal.”
Segundo ele, a imprensa e o Judiciário empurraram o Brasil para um “abismo institucional”.
Dantas afirmou que o atual governo estaria atuando em alinhamento com o STF e disse não acreditar em eleições completamente livres em 2026.
“Temos um governo revanchista, em conluio com o STF. Denunciamos isso desde que resolveram descondenar o Lula e tutelar a eleição. Não acredito que teremos eleição livre em 2026.”
