Guimarães diz que governo atua para barrar relatório da CPI
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Guimarães diz que governo atua para barrar relatório da CPI

Ministro afirma que Planalto articula votos para derrotar parecer que pede indiciamentos

Guimarães diz que governo atua para barrar relatório da CPI contra ministros do STF
Guimarães diz que governo atua para barrar relatório da CPI contra ministros do STF

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O novo ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo está atuando para derrubar o relatório da CPI do Crime Organizado que pede o indiciamento por crimes de responsabilidade dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com base no caso Master.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

“É um absurdo uma CPI terminar sem incriminar ninguém e pedir indiciamento de três ministros, mais um PGR. Isso não pode. Se é para apurar tudo, que apure tudo. Não pode ser uma CPI contra o Supremo. Portanto, nós vamos atuar para derrubar o relatório, e a nossa expectativa é derrotar o relatório do relator, porque ele não serve ao país”, disse Guimarães no final da cerimônia de sanção do Plano Nacional de Educação (PNE), no Palácio do Planalto.

O relatório foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira e está em análise nesta terça-feira (14). O governo promoveu mudanças na composição da comissão para ampliar a base contrária ao parecer.

O documento provocou reação no Supremo. Os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes se manifestaram durante sessão da Segunda Turma. Também houve posicionamentos do ministro Flávio Dino e da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

Gilmar afirmou que o relatório representa tentativa de “constrangimento institucional” e mencionou possível apuração por abuso de autoridade. Toffoli declarou que o documento configura “abuso de poder” e citou a possibilidade de consequências na esfera eleitoral.

Em resposta, Vieira afirmou que os magistrados “não são donos do país” e disse que não se curvará a “ameaças” de punição.

“As pessoas que estão sentadas na Suprema Corte não são donas do país”, declarou o senador.

Os crimes de responsabilidade citados no relatório podem dar origem a processos de impeachment, que dependem de ato do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Caso aprovado, o texto será encaminhado à Mesa do Senado, ao Ministério Público Federal e ao Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade