Lula começa demissões de pessoas ligadas a partidos que votaram contra a MP 1303 e retaliações não param por aí
Depois da derrota da MP Taxa Tudo na Câmara, Lula mandou Gleisi Hoffmann fazer um “pente fino” nos cargos de primeiro e segundo escalões em bancos, estatais e autarquias. A ordem agora é demitir todos os indicados do Centrão.
As demissões foram publicadas no Diário Oficial da União da última sexta-feira (10). Entre os exonerados estão superintendentes do Ministério da Agricultura nos estados do Pará, Paraná, Minas Gerais e Maranhão, além da superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Roraima.
A retirada da MP de pauta, a pedido de PL, PP e União Brasil, representou uma perda estimada em R$ 17 bilhões na arrecadação do governo.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o presidente Lula pediu à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que “agilizasse e mexesse no vespeiro” da Caixa Econômica Federal.
Segundo Guimarães, o presidente quer reorganizar os cargos de indicação política na estatal, atualmente dominados por partidos do Centrão. Das nove vice-presidências da Caixa, várias são ocupadas por indicações de legendas como PL, Republicanos, PDT, Rede e Podemos. Ainda conforme o líder do governo, Gleisi já teria iniciado substituições em alguns desses postos.
Enquanto isso, a Caixa Econômica Federal também removeu dois assessores indicados por PP e PL, em comunicado assinado por Luiz Felipe Figueiredo de Andrade, diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores.
Intertítulo: Contingenciamento de emendas como forma de compensar arrecadação
Além das demissões, o governo avalia um contingenciamento de R$ 10 bilhões em emendas parlamentares como tentativa de compensar a perda de arrecadação.
Em reação, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que “quem é contra emendas parlamentares, é contra a população
