Governo demite e Guimarães solta: "Lula pediu a Gleisi que agilizasse e mexesse no vespeiro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Governo demite e Guimarães solta: “Lula pediu a Gleisi que agilizasse e mexesse no vespeiro”

Após derrota da MP 1303, Lula demite superintendentes e estuda corte de R$ 10 bilhões em emendas; governo tenta recompor base e arrecadação Marcos Corrêa/PR/Reprodução/AFP
Após derrota da MP 1303, Lula demite superintendentes e estuda corte de R$ 10 bilhões em emendas; governo tenta recompor base e arrecadação Marcos Corrêa/PR/Reprodução/AFP

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Por Redação

Lula começa demissões de pessoas ligadas a partidos que votaram contra a MP 1303 e retaliações não param por aí

Depois da derrota da MP Taxa Tudo na Câmara, Lula mandou Gleisi Hoffmann fazer um “pente fino” nos cargos de primeiro e segundo escalões em bancos, estatais e autarquias. A ordem agora é demitir todos os indicados do Centrão.

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As demissões foram publicadas no Diário Oficial da União da última sexta-feira (10). Entre os exonerados estão superintendentes do Ministério da Agricultura nos estados do Pará, Paraná, Minas Gerais e Maranhão, além da superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Roraima.

A retirada da MP de pauta, a pedido de PL, PP e União Brasil, representou uma perda estimada em R$ 17 bilhões na arrecadação do governo.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o presidente Lula pediu à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que “agilizasse e mexesse no vespeiro” da Caixa Econômica Federal.

Segundo Guimarães, o presidente quer reorganizar os cargos de indicação política na estatal, atualmente dominados por partidos do Centrão. Das nove vice-presidências da Caixa, várias são ocupadas por indicações de legendas como PL, Republicanos, PDT, Rede e Podemos. Ainda conforme o líder do governo, Gleisi já teria iniciado substituições em alguns desses postos.

Enquanto isso, a Caixa Econômica Federal também removeu dois assessores indicados por PP e PL, em comunicado assinado por Luiz Felipe Figueiredo de Andrade, diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores.

Intertítulo: Contingenciamento de emendas como forma de compensar arrecadação

Além das demissões, o governo avalia um contingenciamento de R$ 10 bilhões em emendas parlamentares como tentativa de compensar a perda de arrecadação.

Em reação, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que “quem é contra emendas parlamentares, é contra a população

 

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