Governo Trump critica Moraes após indiciamento de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Governo Trump critica Moraes após indiciamento de Bolsonaro

Trump e Bolsonaro
Trump e Bolsonaro. Foto: Reprodução

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Jason Miller acusa ministro do STF de ameaçar democracia brasileira

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a comentar sobreo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após o indiciamento de Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

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Jason Miller, conselheiro de Trump, publicou agora há pouco na rede social X que Moraes “destrói” a democracia e é considerado o “Rei Louco”.

“Alexandre de Moraes cometeu um grande erro aqui. Agora o mundo inteiro verá que Moraes é simplesmente um aspirante a ditador de terceira categoria, disposto a destruir a democracia e prejudicar o povo brasileiro em busca de poder pessoal. Alexandre de Moraes é realmente ‘O Rei Louco’”, escreveu Miller, marcando o STF e o ministro na publicação.

A Polícia Federal (PF) indiciou pai e filho na quarta-feira (20). Segundo a PF, as ações de Jair e Eduardo Bolsonaro excederam o contexto da Ação Penal 2668, buscando atingir instituições como o STF e o Congresso Nacional, “objetivando subjugá-las a interesses pessoais e específicos vinculados aos réus julgados no âmbito da mencionada ação penal”.

O celular apreendido de Bolsonaro revelou áudios que indicavam conflitos na família. A PF também interceptou conversas com o líder evangélico Silas Malafaia.

Jason Miller e outros aliados de Trump têm articulado sanções contra autoridades brasileiras, alegando “opressão política” a Bolsonaro, intensificadas após a prisão domiciliar do ex-presidente.

“O ministro Moraes é o principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores. Suas flagrantes violações de direitos humanos resultaram em sanções pela Lei Magnitsky, determinadas pelo presidente Trump. Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes. Estamos monitorando a situação de perto”, afirmou Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA.

O relatório da PF foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia ao STF ou arquiva o caso.

Eduardo Bolsonaro se defendeu nas redes sociais. “Minha atuação nos Estados Unidos jamais teve como objetivo interferir em qualquer processo em curso no Brasil. É lamentável e vergonhoso ver a Polícia Federal tratar como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados”, escreveu.

Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar determinada por Moraes, após descumprimento de medidas cautelares.

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