Governo Lula abandona slogan "União e Reconstrução" - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Governo Lula abandona slogan “União e Reconstrução”

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Por Redação

O governo federal vai substituir o slogan “União e Reconstrução”, adotado desde janeiro de 2023. A nova marca deverá deixar de lado o termo “união” e focar na chamada “justiça social”, segundo integrantes do Planalto.

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O atual slogan foi lançado com a promessa de recuperação econômica e pacificação política após a gestão anterior. Agora, assessores de Lula afirmam que o conceito está superado, diante do cenário de embates com o Congresso e da queda na popularidade do presidente.

A decisão ocorre em meio à derrota do governo na tentativa de manter o aumento do IOF, barrado pelo Legislativo. O Planalto aposta, a partir de agora, em um discurso mais direto, com críticas ao que chama de “ricos representados no Congresso”, e defesa de maior taxação sobre faixas de renda mais altas.

O presidente da CâmaraHugo Motta (Republicanos-PB), criticou o governo Lula por estimular a polarização social. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (30), Motta contestou a narrativa do governo e do PT, que acusam o Legislativo de favorecer os ricos. “Quem alimenta o ‘nós contra eles’ governa contra todos”, disse.

Veja o vídeo aqui.

A mudança do slogan está sendo conduzida pela Secretaria de Comunicação Social, chefiada por Sidônio Palmeira. Segundo relatos, o ministro nunca foi entusiasta da frase anterior.

Em propaganda recente, o PT afirmou: “é hora de rachar a conta do Brasil de forma mais justa: quem tem mais paga mais. Quem tem menos paga menos. E quem é a favor do povo, aprova essa ideia”.

Apesar do desgaste com o Legislativo e da queda na aprovação popular, o presidente Lula aposta na mobilização do discurso social para tentar reverter o cenário até 2026.

Uma análise do TCU sobre as contas da gestão Lula em 2024 aponta deficiências nos programas federais de maior investimento. O levantamento indica que o Planalto não alcançou todas as metas estabelecidas em áreas como previdência, saúde e educação superior, apresentando desempenho ainda mais insatisfatório na educação básica e na infraestrutura de rodovias e ferrovias. 

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