Governo Lula destina R$ 19 milhões a ONG ligada ao sindicato do ABC - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Governo Lula destina R$ 19 milhões a ONG ligada ao sindicato do ABC

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Por Redação

O governo Lula firmou oito convênios com a Unisol Brasil, ONG ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, somando R$ 19,1 milhões desde o início do atual mandato. Os contratos foram assinados com ministérios comandados por nomes do PT: Trabalho, Direitos Humanos e Desenvolvimento Agrário, segundo apuração do Estadão.

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Entre os projetos financiados, está um curso de formação em direitos humanos com foco em “resistência ao golpe contra Dilma Rousseff, custeado por R$ 400 mil por emenda do deputado Vicentinho (PT-SP). A capacitação prevê 300 participantes e distribuição de cartilhas com conteúdo ideológico.

Outra iniciativa, com o Ministério do Trabalho, direciona R$ 200 mil para ações de apoio à Feira Esquerda Livre, voltada exclusivamente a empreendedores e artistas de esquerda. O recurso foi destinado por emenda do deputado Nilto Tatto (PT-SP).

A principal parceria da Unisol é um contrato de R$ 15,8 milhões para retirar lixo da Terra Indígena Yanomami. O acordo foi assinado três dias antes do fim de 2023 e o valor foi pago integralmente. A Secretaria de Economia Popular e Solidária, chefiada por Gilberto Carvalho, foi a responsável pelo repasse. A ONG tem até 2026 para executar as ações.

A Unisol mantém sede de 40 m² no subsolo do prédio do sindicato em São Bernardo do Campo. Entre seus dirigentes estão Arildo Mota Lopes, ex-diretor do sindicato, e Carlos José Caramelo Duarte, atual vice-presidente do mesmo sindicato. Ambos são filiados ao PT.

Com os novos contratos, a ONG atingiu recorde de repasses federais: saltou de uma média anual de R$ 1 milhão para quase R$ 18 milhões apenas em 2024.

Os demais convênios envolvem capacitação de agricultores familiares e ações com população em situação de rua. O governo justifica que todos os projetos passaram por análise técnica e obedecem à legislação.

Procurada, a Unisol declarou que as propostas refletem “o contexto político do País” e que os recursos são aplicados dentro dos prazos legais. A ONG também afirmou que atua com base em princípios de cooperativismo e geração de renda.

O Ministério dos Direitos Humanos disse que a seleção seguiu critérios legais. O Ministério do Trabalho ressaltou que, em casos de emendas parlamentares, cabe à pasta verificar requisitos formais e monitorar a execução dos projetos. Sobre a ação na Terra Yanomami, a pasta informou que a execução terá início no segundo semestre.

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