Governo estuda novo aumento do IOF após derrota de MP na Câmara
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Governo estuda novo aumento do IOF após derrota de MP na Câmara

Após derrota da MP na Câmara, governo Lula estuda novo aumento do IOF e medidas de contingenciamento para equilibrar as contas públicas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Haddad avalia elevar alíquotas para compensar perda de arrecadação e admite cortes no orçamento

O governo Lula avalia um novo aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) após a derrota da Medida Provisória 1303 na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (8). Segundo apurou o Estadão, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou a possibilidade em conversas com parlamentares nesta semana.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O IOF compensaria apenas parte das perdas com a MP. A equipe econômica também discute medidas de contingenciamento de gastos, consideradas inevitáveis, especialmente para 2026.

O Ministério da Fazenda informou que “não há nada decidido” sobre as medidas de compensação. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que é “natural que o IOF volte à mesa como alternativa”.

Em maio, o governo já havia elevado as alíquotas do imposto, mas recuou em alguns pontos, o que levou à edição da MP 1303 como alternativa de arrecadação. Com a rejeição da medida, o Planalto avalia retomar dispositivos do texto original do IOF.

O projeto inicial estimava arrecadação de R$ 40 bilhões, reduzida para R$ 27 bilhões após mudanças no Congresso. Entre as alternativas, está a recomposição de alíquotas para operações de câmbio, pessoas jurídicas e seguros.

O economista Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos, estima que essas medidas poderiam gerar cerca de R$ 7 bilhões adicionais ao orçamento, elevando a arrecadação total para R$ 34 bilhões.

“Outra opção do governo seria reapresentar medidas da MP, mas desta vez como projeto de lei; por exemplo, com a limitação das compensações tributárias e as medidas de contenção de despesas, com o seguro-defeso e o Atestmed”, afirmou Sbardelotto.

A MP original previa R$ 20 bilhões em aumento de arrecadação e R$ 15 bilhões em cortes de despesas. O IOF isoladamente não cobre essa diferença.

Duas possibilidades foram descartadas: elevar o imposto sobre remessas de capital, criticado pelo mercado financeiro por sinalizar controle de capitais, e reativar a cobrança sobre o “risco sacado”, vetada por decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade