Governadores acusam Lula de omissão e lançam “consórcio da paz” no Rio
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Governadores acusam Lula de omissão e lançam “consórcio da paz” no Rio

Governadores de centro e direita se reúnem no Rio, acusam Lula de omissão na segurança e criam o “consórcio da paz” para combater o crime organizado.
Governadores de centro e direita se reúnem no Rio, acusam Lula de omissão na segurança e criam o “consórcio da paz” para combater o crime organizado.

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Por Redação

Cláudio Castro e outros seis governadores anunciam cooperação entre estados para enfrentar o crime organizado

Governadores de centro e de direita se reuniram ontem (30) no Rio de Janeiro para discutir medidas de combate ao crime organizado. O encontro, liderado pelo governador Cláudio Castro (PL), resultou no anúncio do “consórcio da paz”, aliança que pretende permitir aos Estados compartilhar “experiências, soluções e ações” na área de segurança pública.

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A reunião foi realizada no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, dois dias após a operação Contenção, considerada a mais letal da história do país. A ação, que teve como alvo o Comando Vermelho, deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais, e mobilizou 2.500 agentes das forças de segurança.

Participaram do encontro os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; e Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul, além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou por videoconferência.

Os governadores acusaram o Lula de omissão na área de segurança pública e criticaram a PEC da Segurança Pública, em tramitação no Congresso com apoio do Planalto.

O governador Ronaldo Caiado afirmou que a atuação conjunta entre os Estados é necessária porque lideranças de facções criminosas “se instalaram no Rio para mandar no crime em outros locais”. Segundo ele, a crise da segurança fluminense foi agravada por decisões judiciais e pela falta de apoio federal.

“Esse assunto está sendo tratado no Rio porque a ADPF que foi feita transformou o Estado em uma zona livre do crime. Quanto à PEC da Segurança Pública, esse é um assunto fake. Tudo aquilo que está na PEC já está em lei ordinária”, declarou Caiado.

O governador Jorginho Mello (PL) afirmou que foi ao Rio “oferecer um abraço” a Cláudio Castro e cobrou do governo federal mais apoio no controle de fronteiras e no envio de recursos para equipar as forças de segurança estaduais. Ele disse que os governadores ainda vão “fazer um regulamento” para definir os termos da nova cooperação.

O governador Eduardo Riedel (PP) declarou que é “improvável que o governador Cláudio precise de tropa” de outros Estados, mas ressaltou que o consórcio cria “condição de fazermos um enfrentamento inteligente” ao crime organizado.

A vice-governadora Celina Leão (PP) cobrou ação prática do governo federal.

“O governo precisa parar de lacração e apresentar medidas concretas para fortalecer a segurança pública”, afirmou.

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