Walter Braga Netto está detido há 80 dias em uma sala da Vila Militar, na Zona Oeste do Rio, sob medidas restritivas que limitam visitas e impõem supervisão constante. Denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, o general de quatro estrelas segue sem acesso a dispositivos eletrônicos e tomou conhecimento formal das acusações por meio de seus advogados.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsAppA sala foi adaptada dentro do edifício principal da vila e dispõe de TV, banheiro privativo, geladeira e ar-condicionado. Advogados e familiares que o visitam são obrigados a deixar os celulares em um compartimento externo.
Braga Netto é o oficial de mais alta patente entre os investigados e o único mantido em uma sala de Estado-Maior da 1ª Divisão do Exército, unidade do Comando Militar do Leste, que comandou até 2019.
A presença do ex-ministro da Defesa e ex-chefe da Casa Civil elevou o nível de segurança no quartel. Monitorado 24 horas por dia, Braga Netto tem direito a banhos de sol diários, sempre escoltado por policiais militares.
Qualquer visita precisa de autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Uma exceção ocorreu em 7 de fevereiro, quando o comandante do Exército, general Tomás Paiva, esteve no local para um encontro protocolar de cerca de 15 minutos.
A prisão do general foi determinada por Alexandre de Moraes com base na suspeita de que Braga Netto teria tentado obter dados sigilosos de depoimentos prestados à Polícia Federal (PF) para obstruir as investigações.
De acordo com o advogado José Luis Oliveira Lima, que representa o general, a denúncia da PGR é uma “narrativa fantasiosa” baseada em uma delação “mentirosa” do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A fala foi feita em entrevista ao programa ALive, do jornalista Claudio Dantas.
