Filho de Lewandowski advoga para empresa ligada ao PCC
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Filho de Lewandowski advoga para empresa ligada ao PCC

Enrique de Abreu Lewandowski é defensor da Terra Nova Trading, alvo de operações da PF, Receita e MPSP
Enrique de Abreu Lewandowski é defensor da Terra Nova Trading, alvo de operações da PF, Receita e MPSP

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Por Redação

Enrique Lewandowski é defensor da Terra Nova Trading alvo de operações

Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, é advogado da Terra Nova Trading, empresa investigada por ligação a um esquema bilionário associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo apuração do Metrópoles.

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A apuração conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), Polícia Federal (PF) e Receita Federal revelou conexões entre a facção criminosa, o setor de combustíveis e instituições financeiras. O caso foi exposto na Operação Carbono Oculto.

Enrique Lewandowski aparece em processos na Justiça como representante da Terra Nova Trading. Segundo a PF, a empresa foi usada para gerar créditos tributários falsos, inflar preços em transações internas e lavar dinheiro para o crime organizado.

As investigações apontam que a Terra Nova era controlada por Mohamad Hussein Mourad, classificado pelo MPSP como “epicentro das operações”. Por meio da companhia, Mourad importava nafta com imposto reduzido (1% contra 25% em São Paulo), barateando ilegalmente a produção de combustíveis.

Enrique Lewandowski figura como advogado da Terra Nova em ação tributária no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com último andamento em 2019. Também aparece em processo no Tribunal de Justiça de São Paulo, de 2021.

Até a última atualização, nem Enrique, nem o ministro Ricardo Lewandowski, tampouco a Terra Nova Trading haviam se manifestado.

Outra entidade alvo da PF já contratou filho de Lewandowski

Quatro meses antes de ser alvo da Polícia Federal, o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap) contratou três escritórios de advocacia, entre eles o de Enrique Lewandowski, filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O contrato, assinado em 2 de dezembro de 2024, previa honorários de R$ 200 mil mensais, sendo R$ 50 mil destinados ao advogado.

O documento estabelecia que as bancas atuariam junto a órgãos como INSS, CGU, TCU, Polícia Federal e Senacon para evitar a exclusão do Cebap da lista de entidades autorizadas a realizar descontos. À época, a entidade já acumulava condenações na Justiça e era alvo de apurações em órgãos de controle.

Na época a PF deflagrou operação contra um esquema de fraudes que teria desviado até R$ 6,3 bilhões de aposentados por meio de cobranças irregulares. O Cebap foi um dos alvos. A defesa de Enrique afirmou que sua atuação era restrita ao campo administrativo e sem relação com processos criminais.

O Cebap é controlado por Maurício Camisotti, apontado como articulador do esquema por meio de laranjas em diferentes entidades. O grupo começou a operar em junho de 2023 com receita de R$ 388 mil e, em menos de um ano, chegou a faturar R$ 9,9 milhões mensais.

 

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