Fachin aciona PGR em disputa sobre eleição de Roraima
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Fachin aciona PGR em disputa sobre eleição de Roraima

Presidente do STF deu prazo de 72 horas para manifestação sobre recurso do PL contra decisão de Flávio Dino.

Alerta: OAB pede a Fachin fim do inquérito das fake news
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta quarta-feira (3) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de 72 horas, sobre um recurso apresentado pelo Partido Liberal (PL) relacionado às eleições suplementares para o governo de Roraima.

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Após o envio do parecer, o caso voltará à Presidência da Corte para nova análise.

A ação foi protocolada pelo PL para tentar suspender uma decisão liminar do ministro Flávio Dino que alterou regras do processo eleitoral em andamento no estado.

O partido contesta a decisão que obrigou o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) a revisar pontos do calendário da eleição suplementar marcada para 21 de junho.

O foco da disputa está nas regras de desincompatibilização, exigidas para candidatos que ocupam determinados cargos públicos.

Na semana passada, Dino entendeu que o TRE-RR não poderia estabelecer um prazo de apenas 24 horas para que esses agentes deixassem suas funções antes da disputa eleitoral.

Dino retomou regras previstas em lei

Ao analisar o caso, o ministro restabeleceu os prazos previstos na legislação complementar de 1990.

As regras determinam períodos de afastamento que variam entre três e seis meses antes da eleição, tomando como referência a data do pleito suplementar.

Segundo o entendimento de Dino, os prazos legais deveriam prevalecer sobre a definição adotada pelo tribunal eleitoral local.

No recurso encaminhado ao STF, o PL argumenta que a aplicação da decisão pode comprometer a competitividade da eleição.

A legenda sustenta que a adoção retroativa dos prazos previstos na legislação eleitoral inviabilizaria candidaturas já registradas para a disputa.

Segundo o partido, o cenário poderia resultar na permanência de apenas um candidato apto a concorrer ao cargo de governador, o que, na avaliação da sigla, colocaria em risco a legitimidade do processo eleitoral.

Questionamento sobre atuação do Republicanos

Além dos efeitos da decisão, o PL também contesta a forma como o caso chegou ao Supremo.

De acordo com a petição, o Republicanos — autor da reclamação acolhida por Flávio Dino — teria recorrido diretamente ao STF sem esgotar as instâncias da Justiça Eleitoral.

Esse é um dos argumentos apresentados pela legenda para pedir a suspensão imediata da liminar.

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