Ex-subsecretária aponta falhas em plano de segurança nos atos de 8 de janeiro - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Ex-subsecretária aponta falhas em plano de segurança nos atos de 8 de janeiro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Em depoimento prestado há pouco ao Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-subsecretária de Operações Integradas do Distrito Federal, Cíntia Queiroz de Castro, afirmou que os atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023 poderiam ter sido evitados caso o Plano de Ação Integrada (PAI) tivesse sido seguido conforme previsto.

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Durante oitiva no âmbito da defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, ela informou: “Se o pai tivesse sido cumprido à risca, com certeza não teriam ocorrido os atos do dia 08.” Segundo Cíntia, a ausência de execução completa do plano comprometeu a prevenção e a resposta às mobilizações.

Cíntia relatou que, na quinta-feira anterior aos atos, soube pelas redes sociais sobre a possível chegada de caravanas a Brasília. Ela convocou reunião emergencial com PMDF, CBMDF, PCDF, STF, Senado e Ministério das Relações Exteriores. No entanto, destacou que as informações disponíveis eram vagas e sem alertas claros sobre planos de invasão. “Eram anúncios genéricos de manifestações“, disse.

A ex-subsecretária confirmou que os policiais militares estavam apenas de sobreaviso, não em prontidão, na véspera dos atos. Questionada sobre ordens específicas de Torres, respondeu: “Não sei responder.

Outros depoentes, como Fabrício Rocha, Márcio Nunes e Alessandro Moretti, ligados à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça, negaram omissão proposital ou conivência.

Nunes, ex-diretor-geral da PF, rejeitou qualquer suposto plano golpista: “Desconheço qualquer plano insidioso.” Ele afirmou que Torres priorizava evitar crimes durante o período eleitoral. Moretti, ex-diretor de inteligência da PF, reforçou: “Nunca recebi orientação que não fosse institucional.

Marcos Paulo Cardoso, então chefe de gabinete no Ministério da Justiça disse que Torres focava em apoiar a Justiça Eleitoral, sem perseguições políticas. “O ministro sempre dizia: ‘Não quero perseguição a A ou B’“, relatou.

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