EUA avaliam bloquear acesso de Moraes a hotéis, companhias aéreas e Appl - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

EUA avaliam bloquear acesso de Moraes a hotéis, companhias aéreas e Appl

Eduardo Tagliaferro recusa extradição ao Brasil e afirma ter sido bem recebido pelo juiz italiano.
Tagliaferro participava de audiências por videoconferência; gabinete de Moraes nega irregularidades. Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

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Por Redação

Moraes afirma não recuar diante da ofensiva norte-americana

O governo de Donald Trump avalia impor restrições ao ministro Alexandre de Moraes atingindo seu acesso a serviços de empresas aéreas, hotéis e contas em big techs sediadas nos Estados Unidos, como Apple e Google. As medidas fazem parte das sanções previstas pela Lei Magnitsky.

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Segundo o deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo, que participam das tratativas na Casa Branca, informaram ao Metrópoles, os efeitos completos da lei podem demorar meses, mas o objetivo é que a aplicação seja total.

“A lei estabelece que empresas que tenham negócios nos Estados Unidos não podem ter qualquer relação comercial com os sancionados. E isso não vale apenas para instituições financeiras. Então estamos avançando para que isso seja implementado o quanto antes, por empresas aéreas, hotéis, Apple e Google. Moraes não vai mais poder ter i-Phone nem celular Android”, afirmou Figueiredo.

Moraes garantiu que não recuará diante da pressão americana e que mantém o apoio da maioria dos ministros do STF, à exceção de André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.

A ofensiva americana aumenta a tensão entre o Supremo e os EUA, colocando Moraes no centro de uma disputa que mistura sanções internacionais, big techs e relações financeiras. As próximas semanas devem mostrar como as sanções serão aplicadas e quais impactos terão sobre o ministro e instituições ligadas a ele.

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