O advogado também comparou programa Mais Médicos a trabalho escravo
O advogado constitucionalista André Marsiglia criticou o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar, nesta quinta-feira (14), a reação de autoridades brasileiras às sanções da Lei Magnitsky e ao histórico do programa Mais Médicos. Em entrevista ao programa ALive, ele disse que há “prepotência” por parte do Executivo e do Judiciário.
“Eu não sei se é uma tolice, se é uma ignorância ou se é mera prepotência dessas autoridades, não apenas do Executivo, como também do Judiciário, de só perceberem agora”, afirmou.
Para Marsiglia, o presidente Lula e ministros do STF agem como se estivessem “encastelados” e apenas agora estariam se reunindo com banqueiros para entender o alcance das sanções internacionais.
O constitucionalista ironizou a postura das autoridades, dizendo que há um “delay cognitivo” em Brasília.
“Eu acho que é só uma prepotência mesmo de ‘como assim, eu sou o rei, como assim isso chegará a mim? como que as hordas inimigas estão invadindo a cidade?’”, criticou.
Ao falar sobre o Mais Médicos, Marsiglia disse que o programa “sempre foi um absurdo”, equiparando-o a trabalho escravo. Ele acusou o PT de aceitar esse tipo de abuso quando beneficia a própria legenda.
“O PT sempre gostou do trabalho escravo contanto que seja para o benefício do partido, para o benefício da coletividade, aí tudo justifica. Perceba que é o mesmo raciocínio que o STF faz. ‘Em nome da democracia a gente vale tudo, vale inclusive tocar fogo na democracia’”, disse.
Segundo Marsiglia, o envio de médicos cubanos para o Brasil sob o Mais Médicos resultou em tratamento “absolutamente desumano” aos profissionais, já que os salários eram repassados quase integralmente ao regime de Havana.
“Vale tudo para Cuba ser alimentada, então para Cuba ser alimentada a gente deixa passar fome ao médico”, ironizou, acusando a esquerda de agir em nome de uma “visão coletivista” que sacrifica as pessoas individualmente.
Assista ao programa na íntegra:
