Até o momento, as sanções americanas contra Alexandre de Moraes por violações a direitos humanos não incluem o bloqueio completo ao sistema bancário global. Mas o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está trabalhando junto a autoridades nos Estados Unidos para obter o bloqueio total.
Na quarta-feira, Eduardo deve se reunir com oficiais do governo Donald Trump em Washington D.C. para tratar do assunto. O parlamentar licenciado planeja levar reportagens que sugerem que Moraes ainda está livre para transações em real em bancos brasileiros.
A intenção é problematizar para as autoridades americanas a forma como as instituições financeiras do Brasil têm interpretado as sanções Magnitsky, de modo supostamente leniente para com o ministro.
Apesar de terem recebido a notícia dos planos de sanções com deboche no passado, agora ministros do Supremo Tribunal Federal manifestam preocupação nos bastidores e fazem reuniões com os bancos, como foi o caso do próprio Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin na semana passada.
O mais afetado por mais sanções, caso venham, seria Luís Roberto Barroso, presidente da corte que está terminando seu mandato no próximo mês.
Eduardo Bolsonaro também quer discutir com os americanos a expansão da lista de sancionados para além de Moraes. Especialmente visados seriam Gilmar Mendes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por seu papel de blindagem ao já sancionado.
