Rebeca Ramagem diz que filhas entraram em pânico após mandado durante embarque no Galeão
A esposa do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), Rebeca Ramagem, publicou um vídeo nas redes sociais relatando uma abordagem que diz ter sofrido ao embarcar com as filhas no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O vídeo foi gravado em 17 de novembro, data em que ela viajou para Miami.
Segundo o relato, a ação ocorreu na entrada da aeronave, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Rebeca afirmou que não é investigada nem ré em qualquer processo.
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“Ao embarcar no Aeroporto do Galeão com minhas filhas, fui surpreendida, na entrada da aeronave, por um mandado de busca pessoal expedido pelo Min. Alexandre de Moraes.”
Ela relatou que bagagens foram retiradas do voo e equipamentos eletrônicos apreendidos.
“Durante o procedimento, tivemos todas as nossas malas retiradas do voo e revistadas, além de apreenderem meu celular, computadores e outros itens.”
No vídeo, Rebeca aparece ao lado das duas filhas. Segundo o relato, a menina mais nova ficou abalada com a situação.
“O mais doloroso foi o pânico que isso causou nas minhas filhas, de 7 e 14 anos. O constrangimento, o medo e a covardia que vivenciamos não podem ser descritos. O único e ilegal motivo apontado para essa ação é o fato de ser casada com Alexandre Ramagem. Conseguimos embarcar porque não havia nada irregular”, disse.
Ela também criticou a atuação de ministros do STF.
“Essa prática de abusos por parte de membros do STF, com ilegalidades cada vez mais absurdas e frequentes, não pode perdurar.”
E conclui o relato nas redes sociais afirmando que continuará lutando pela “conquista de uma normalidade constitucional, verdadeira justiça e garantia de direitos, para o Brasil poder ter liberdade e prosperidade.”
O vídeo foi publicado dias após Rebeca já ter declarado que deixou o Brasil com o marido para, segundo ela, “proteger a família”. Alexandre Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos de prisão e é considerado foragido. Segundo informações da Polícia Federal, ele saiu do Brasil antes do trânsito em julgado, passando por Roraima, Guiana e seguindo para Miami, onde se encontra atualmente.
Até o momento, o STF não se manifestou oficialmente sobre o relato divulgado nas redes sociais.
