Eli Vieira denuncia uso do maior banco de dados biométricos do Brasil por ordem de Moraes - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Eli Vieira denuncia uso do maior banco de dados biométricos do Brasil por ordem de Moraes

Compartilhe em

Foto do autor

Por Adrian Almeida

TSE e Moraes teriam impulsionado projeto de perseguição ideológica, diz Eli Vieira

O jornalista Eli Vieira revelou nesta quinta-feira (7), na Comissão de Segurança Pública da Câmara, que assessores ligados ao ministro Alexandre de Moraes tiveram acesso ao GestBio, considerado o maior banco de dados biométricos do país. A liberação teria ocorrido por meio de duas decisões judiciais, sendo a última assinada e publicada por Moraes no Diário Oficial da União em 10 de janeiro de 2023.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo Vieira, o GestBio contém mais dados que qualquer outra base nacional, inclusive mais que a da Polícia Federal, e a permissão de acesso foi concedida à Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, chefiada à época por Eduardo Tagliaferro. Ele relatou que houve resistência por parte do mantenedor do banco de dados.

“Foi necessário recorrer a duas decisões judiciais para obrigar o mantenedor a compartilhar os dados com a assessoria. A primeira, de Benedito da Silva, e a segunda do próprio Moraes, que chamou os eventos de 8 de janeiro de ‘atos terroristas’ para justificar o acesso”, disse Vieira.

O jornalista pontuou ainda a coincidência entre a data da autorização para acessar o banco e a publicação de reportagens da imprensa classificando como “terroristas” alguns dos investigados.

“Coincidência ou não, no mesmo dia da decisão de Moraes, o site G1 colocou o nome de Ademir Domingos numa lista, chamando-o de terrorista”, afirmou.

Vieira ressaltou também que o uso de ferramentas como o GestBio faz parte de um projeto mais amplo de vigilância e censura com base em posições políticas. Segundo ele, o objetivo do grupo vinculado ao STF seria calar opositores ideológicos, usando como justificativa o combate à desinformação.

“Essas pessoas se arvoram como defensoras da democracia, mas violam seu princípio mais básico: a tolerância a posições políticas não violentas”, afirmou, ao defender o arquivamento de projetos baseados em censura de conteúdo nas redes sociais.

Para concluir, Eli Vieira alertou sobre o risco de consolidar um “complexo industrial da censura” sob pretextos como “combate à desinformação e ao discurso de ódio”, criticando a atuação da Justiça Eleitoral e o uso de bases de dados sigilosas para fins políticos.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade