Nomeações em SC ou RJ são alternativas discutidas por aliados do deputado
Aliados do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) buscam uma saída para evitar a perda de seu mandato diante da ausência prolongada do parlamentar, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro. A solução mais discutida atualmente é sua nomeação em uma secretaria estadual, especialmente em governos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nomeação permitiria que Eduardo se mantivesse licenciado da Câmara com aval da Mesa Diretora, mesmo após o término oficial de sua licença no último domingo. Sem um novo afastamento aprovado, ele começa a acumular faltas a partir de agosto e pode perder o mandato por abandono do cargo ainda em novembro.
“O objetivo é manter o mandato, e manteremos. Uma das alternativas é Eduardo ser secretário em algum estado. Mas é no Rio que isso está mais dialogado”, disse o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante.
Apesar da articulação, a opção considerada ideal pelos aliados, sua nomeação no governo de São Paulo, já foi praticamente descartada.
Santa Catarina surge como alternativa com menor custo político. O governador Jorginho Mello (PL), firme aliado ao ex-presidente, é apontado como mais receptivo à ideia, embora as negociações ainda não tenham começado formalmente.
Já no Rio de Janeiro, onde as conversas haviam avançado, o governador Cláudio Castro (PL) recuou após receber orientações de um membro de um tribunal superior para evitar atritos com ministros do Supremo Tribunal Federal. Castro já enfrentou processos na Corte e tenta evitar novo desgaste.
Com o retorno ao Brasil ainda indefinido e o calendário da Câmara apertando, a pressão sobre o Partido Liberal (PL) para encontrar uma solução rápida aumenta.
