O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), desistiu da ideia de nomear Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como secretário em seu governo, mesmo com o objetivo de salvar o mandato após o fim de sua licença de 120 dias enquanto ele reside nos Estados Unidos.
A mudança de planos ocorreu após Castro ser aconselhado por um integrante de um tribunal superior a não se envolver nessa questão, a fim de evitar confrontos com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), onde Eduardo é investigado.
Embora Cláudio Castro demonstrasse interesse em fazer um aceno a Jair Bolsonaro para garantir o apoio da família à sua candidatura ao Senado no próximo ano, ele avaliou que não está disposto a criar atritos com o Supremo neste momento.
A ideia do governador carioca era criar uma secretária de Relações Internacionais com Eduardo na chefia. Dessa forma, o deputado ganharia uma licença especial da Câmara, sem perder seu mandato enquanto mora nos EUA.
Na terça (22), o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, protocolou um processo no STF para tentar impedir a indicação. Segundo o petista, Cláudio planejou a mesma estratégia que Dilma, em 2016, quando nomeou Lula à Casa Civil para evitar sua prisão.
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