O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu ao agendamento do julgamento da denúncia contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação no X, o parlamentar afirmou que o Brasil enfrenta uma “farsa autoritária” e acusou a Corte de conduzir um processo “para atender não à lógica jurídica, mas à lógica política-eleitoral”.
Segundo Eduardo, a pressa para julgar Bolsonaro expõe a perseguição política orquestrada pelo Judiciário brasileiro. “Quanto mais tentam acelerar o processo de tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro da disputa presidencial de 2026, mais fica evidente, inclusive às autoridades americanas, que o Brasil enfrenta uma farsa autoritária”, escreveu.
O deputado reforçou as críticas aos principais atores do caso. “Uma delação mentirosa, uma investigação viciada, uma denúncia fraca e sem sentido, um juiz autoritário e parcial, um PGR submisso e sem autonomia, e um processo conduzido com pressa”, disparou Eduardo.
🇧🇷LAWFARE🇺🇸
Quanto mais tentam acelerar o processo para tirar Bolsonaro da disputa antes de 2026 — negando ao povo o direito de votar no candidato que lidera com folga em todas as pesquisas e arrasta multidões por onde passa —, mais evidente vai ficando para as autoridades… pic.twitter.com/ka1EsjJh6r
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) March 13, 2025
Ele também responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes pela escalada de denúncias internacionais contra o Brasil. “Ninguém faz mais pela exposição e denúncia da ditadura brasileira no exterior do que Moraes e seus aliados”, afirmou.
Para o parlamentar, o Judiciário no governo Lula virou instrumento de perseguição. “A cada nova decisão de Moraes e de seus cúmplices, mais visível fica, no Brasil e no exterior, a instrumentalização política do judiciário, a perseguição autoritária de membros da oposição, a censura de vozes incômodas e o desrespeito ao devido processo legal”, escreveu.
Eduardo Bolsonaro ironizou a atuação dos ministros: “Cheguei a pensar que seriam mais inteligentes e manteriam as aparências de legalidade agora que o mundo está de olho, mas talvez eu tenha superestimado a inteligência dos inimigos da liberdade no Brasil”.
O ministro Cristiano Zanin marcou para o dia 25 de março, às 9h30, o início do julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro, acuesado de liderar um suposto plano golpista para anular as eleições de 2022. A denúncia foi apresentada pela PGR sob o comando de Paulo Gonet, indicado por Lula, em meio a críticas de falta de independência.
Além de Bolsonaro, outros nomes ligados ao governo anterior estão entre os acusados: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Braga Netto.
Entre os crimes imputados ao chamado “Núcleo 1” estão:
• Liderança de organização criminosa
• Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
• Golpe de Estado
• Dano contra o patrimônio da União
• Deterioração de patrimônio tombado
Moraes liberou o processo nesta quinta-feira (13), na Petição 12100, e solicitou que o julgamento seja presencial. Zanin designou três sessões para analisar a denúncia: duas no dia 25 (às 9h30 e 14h) e uma no dia 26 de março (às 9h30).
