Ministro afirmou que tribunal constitucional não pode ser classificado como tirânico
O ministro Flávio Dino respondeu agora há pouco (9) às declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que durante ato de 7 de Setembro disse que “ninguém aguenta mais a tirania” de Alexandre de Moraes. A declaração ocorreu durante o julgamento da ação penal que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus.
“É no mínimo exótico ouvir-se que um tribunal constitucional é tirânico, porque é exatamente o oposto”, afirmou Dino, sem citar o nome de Tarcísio.
O ministro também criticou os acampamentos em frente a quartéis após as eleições e disse esperar que não se repitam. “Assim como espero que nenhum militar vá para ‘convescotes partidários’ utilizando a farda para, por exemplo, tecer considerações desairosas.”
No início de seu voto, Dino destacou que o julgamento da suposta trama golpista não tem caráter excepcional. “Esse, portanto, não é um julgamento diferente do que nossos colegas magistrados fazem Brasil afora”, disse. “Não há, nos votos, nenhum tipo de recado, mensagem, nada desse tipo. O que há é o exame estrito daquilo que está nos autos.”
No plenário do STF, estão presentes nesta tarde os deputados Rogério Correia (PT-MG), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Coronel Zucco (PL-RS), além dos advogados de defesa dos réus do núcleo 1.
