Deputados aprovam aumento de penas para crimes com armas restritas - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Deputados aprovam aumento de penas para crimes com armas restritas

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Relator acata emenda que fixa tipos proibidos em lei, não por decreto

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) um projeto de lei que endurece as punições para porte, posse e disparo com armas de fogo de uso restrito, como fuzis e armamentos militares. A proposta, que segue agora para o Senado, eleva a pena mínima de 4 para 6 anos de prisão, mantendo o teto de 12 anos.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Além disso, o texto aumenta a pena para disparos em locais habitados ou vias públicas com armas restritas, passando de 2 a 4 anos para 3 a 6 anos de reclusão, além de multa.

A proposta gerou reação da oposição, especialmente por, na versão inicial, permitir que a definição do que é uma arma de uso proibido ficasse a cargo de decretos do Executivo. O deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) alertou que isso daria ao governo Lula poder para reclassificar calibres legalmente possuídos por cidadãos:

O objetivo é punitivista sim, mas do público errado”, disse.

Capitão Alden (PL-BA) também criticou a medida, defendendo os brasileiros que possuem armas de forma legal.

Diante da pressão, o relator Max Lemos (PDT-RJ) acolheu uma emenda do deputado Ismael Alexandrino (PSD-GO) que define em lei quais armas e munições são consideradas proibidas, incluindo munições incendiárias ou químicas, armas dissimuladas e aquelas já descritas em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Segundo Lemos, a medida não afeta os CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) devidamente registrados.

Estamos protegendo e valorizando os CACs ao endurecer contra o uso criminoso das armas”, afirmou.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade